É sustentável de verdade?!

Na perspectiva da empresa, a marca é seu principal elo com o mercado, é uma ferramenta que as organizações utilizam em suas estratégias para diferenciar a sua oferta. Com isso, é preciso que as marcas se reinventem e evoluam para se destacarem em meio a tantas outras.

Com a evolução de umas, outras passam a adotar as mesmas medidas e aquilo acaba se tornando não mais um diferencial, mas sim um atributo básico para alguém que deseja estar inserido no mercado e, principalmente, para os que desejam estar no topo. Foi isso que aconteceu com o assunto do momento: A SUSTENTABILIDADE. Continue reading “É sustentável de verdade?!”

É sustentável de verdade?!

Sustentabilidade: eu vou !

Percepção e foco formam  a “dupla dinâmica” do marketing e também da vida. É algo como sol e verão, voz e violão, música e refrão.  Se completam, assim com a notoriedade e relevância, que responde não somente por “fazer  perceber”… de aparecer, mas sim de significar, de dar sentido.

Vivemos um momento intenso no que diz respeito à indústria do entretenimento. Falando de grandes shows, a América Latina como um todo, em razão da crise de alguns países europeus e também dos Estados Unidos, passa a ser definitivamente parada  obrigatória no  circuito  dos grandes artistas internacionais em  atividade.

No meio disso tudo, o país da Copa do Mundo de 2014, da Copa América de 2015, das Olimpíadas de 2016, credor de uma dívida de mais de 200 bilhões de dólares dos EUA e um dos principais parceiros da China, economia de maior emergência nos últimos anos, é o palco central de tanta atividade.

Palco este de tantos holofotes, de tanta plateia, acaba por comportar uma curiosa diversidade de shows e não somente no campo do entretenimento.

No que diz respeito ao mundo dos negócios, percebo que o “show” da busca  pela notoriedade, nem sempre esta afinada com a relevância. Abordam-se temas importantes e de impacto global, parecendo apenas para chamar a atenção e não ficar “por fora da batida” do momento.  É bem verdade que temos organizações e pessoas de credibilidade que realmente estão preocupados em provocar um resultado efetivo em seus projetos. Isso pode ou não estar associado a temas impactantes. Porém, infelizmente nem todos possuem essa postura.

 “Melhor reprojetar o motor, do que reinventar a natureza” dizia o anúncio da Mercedez. Abordagens como essa, nos saltam aos olhos diariamente.

Outro dia, assisti um vídeo sobre uma palestra de design, cujo ministrante era Phillipe Starck, reconhecido designer francês. Seu discurso, de forma despojada, porém clara e consistente, classificava três diferentes tipos de design.

  • O design cínico: aquele que através de suas linhas arrojadas e sedutoras, se alia à publicidade com o único e exclusivo objetivo: vender por vender.

  • O design  narcisista: aquele que só vende o portfólio do próprio designer.

  • O design de resultado: aquele que vai além. Gera consciência e por tal razão, vende.

Este, de fato dá show. Pode estar associado a temas, a produtos  menos impactantes, mas não menos importantes. Falando ainda sobre preservação (neste caso dos dentes), quando aplicado  a uma simples escova, não se preocupará apenas com o objeto, mas sim com o seu utilizador. A questão não é escova e  sim a boca. A quem ela pertence, onde vive, o que come, quem beija…esse entendimento nos trará elementos que nos levará a um outro nível de poder de convencimento e relevância no que iremos propor.

Acredito que esta classificação se faça valer também no campo da comunicação. Vejo dia a dia propagandas que se encaixariam perfeito em pelo menos dois desses perfis, os quais são os menos indicáveis quando o assunto é sustentabilidade.

Penso que uma empresa que queira realmente levantar essa bandeira, deve de fato estar preocupada em “elevar o nível de consciência de seus colaboradores”, de todos os níveis. É uma postura que vai desde a separação do lixo, até mesmo o tratamento dos recursos utilizados em seu processo.

Não se resume a um anúncio de página dupla em revista, muito menos a 30 segundos de comercial na TV.

Juliano Colares

Pensador Mercadológico

@juliano_colares

www.pensadormercadologico.com

 

 

Sustentabilidade: eu vou !

Inovação Verde: quem ficar de fora pode entrar no vermelho

Há alguns anos o adjetivo “verde” era associado a uma minoria de ecochatos ou partidos políticos radicais. Hoje os negócios verdes estão virando uma prática padrão para os principais setores da economia mundial. Um movimento que muitos já caracterizam como uma terceira revolução industrial que obrigará as empresas a buscar o caminho da inovação e agir de forma sustentável.

Dentro deste contexto surgiu a “greenovation” (green + inovation, inovação verde em inglês) que reúne os conceitos básicos de inovação e sustentabilidade para gerar valor ao atender às demandas atuais sem comprometer os recursos ambientais das futuras gerações.

Como exemplo desta nova cultura, a japonesa Blest Corporation criou um modelo de negócio a partir da sua máquina que converte resíduos plásticos em óleo combustível.

Segundo Hitendra Patel, diretor do Centro de Excelência em Inovação e Liderança de Cambridge, as empresas que não acompanharem a onda verde, sofrerão fortes abalos ou poderão ter suas existências comprometidas quando ela chegar de forma definitiva.

Isto porque as questões ambientais estão tendo grande repercussão, contribuindo para que os clientes passem a questionar a forma de conduta das empresas das quais adquirem seus produtos e serviços. Na Europa mais de 60% dos consumidores já buscam produtos com alguma certificação que comprove que as indústrias que os manufaturaram sejam verdes.

Ou seja, em uma sociedade onde a informação está cada vez mais acessível e as pessoas estão se tornando mais conscientes, os gestores não podem mais pensar apenas em competências administrativas, racionalidade de processos e qualidade de produtos/serviços. Os negócios hoje precisam ser economicamente lucrativos e ambientalmente sustentáveis.

Um exemplo de inovação em prol da sustentabilidade é o da marca de artigos esportivos Puma que, focada na quantidade de resíduos gerados por suas embalagens, criou a Puma Clever Little Bag:

 

Dentro desta linha, a Puma também desenvolveu uma surpreendente sacola totalmente biodegradável: a Puma Clever Little Shopper

 

É importante destacar que não basta fazer apenas marketing verde (também conhecido como “greenwashing”), pois com a disseminação de informações sem controle pelas redes sociais, as empresas que apenas utilizam apelos ecológicos sem efetivamente fazerem nada de concreto estão sujeitas a serem rapidamente expostas. Em resumo, para capturar o valor da sustentabilidade é essencial que se cumpra o que foi prometido.

Por isso a promessa deve ser viável, perceptível e adequada ao DNA da empresa, como é o caso da Toyota, cujos produtos são em essência ecologicamente inccorretos. A sua linha de veículos híbridos atende às expectativas dos consumidores que não abrem mão de ter um carro, mas sentem a necessidade de apaziguar suas consciências:

http://www.youtube.com/watch?v=ApIKJNuHMUM

 

Para finalizar, estamos apenas molhando os pés neste vasto oceano de oportunidades que a inovação verde pode nos trazer. Acredito que vale a pena reavaliar o que estamos fazendo, a forma como estamos fazendo e como estamos entregando nossos produtos ou serviços para torná-los ambientalmente menos agressivos. Se contribuir para a preservação dos recursos naturais para os seus filhos e netos não for estímulo suficiente, pense na preservação do seu próprio negócio. Em um futuro próximo quem não entrar na onda verde pode ter dificuldades para sair do vermelho.

Leandro Morais Corrêa

Jornalista/Pós-Graduado em Marketing

Diretor da Business Presss Inteligência em Comunicação e Marketing

www.businesspress.com.br

Pensador Mercadológico

www.pensadormercadologico.com

Fontes:

Green Nation  – www.greennation.com.br

Nosso Mundo Sustentável  – www.clicrbs.com.br/especial/rs/nossomundo/19,0,3209864,Para-inovar-e-preciso-criar-parcerias.html

12º Congresso Internacional da Gestão do PGQP www.mbc.org.br/mbc/pgqp/hot_sites/12_congresso_inter/

Inovação Verde – www.inovacaoverde.com.br/

Ideia Sustentável – www.ideiasustentavel.com.br

Inovação Verde: quem ficar de fora pode entrar no vermelho