Tem gente que só enxerga a metade vazia do copo!

Certamente você já viveu algo assim, de um jeito ou de outro. Aconteceu algo em alguma esfera da sua vida que não alcançou um bom resultado. Isso estragou seu dia ou parte dele. Para quem teve contato com você, soube de toda a história e de como você foi injustiçado ou azarado. Até que chega alguém e diz: “Mas existe uma outra forma de ver a situação. Eu mesmo passei por algo semelhante e aprendi o seguinte….“. Quando isso acontece você fica sem graça ou ainda tenta defender o seu ponto de vista, mas parece que sua história enfraqueceu. Não houve mais o eco que havia antes. Talvez você não seja das pessoas que só enxerguem a metade vazia do copo, pelo contrário, seja otimista, busca aprender algo de cada resultado não-satisfatório. Talvez você seja aquela pessoa que diz a outra mais negativa, que existe um outro jeito de enxergar a situação. Mas uma coisa estou certo: existem muitas pessoas que enxergam a metade vazia do copo, em quase tudo na sua vida. Escolheram e ajustaram as suas “lentes” para ver o mundo por este paradigma. Se forem falar do trânsito, sempre olham para o lado ruim. Se abordam o tema educação, falam de como é precário. Se falam de política, lembram dos que roubam. Se falam dos pobres, lembram da violência. Se falam do trabalho, lembram das poucas pessoas insuportáveis que possam existir no ambiente ou de como a sua mesa não é como a da fulana, e por ai vai. Se resolvem ler um texto e encontram um erro de português desqualificam todo o conteúdo, pois não poderia haver aquele erro de concordância naquele texto. Mas o que realmente este comportamento CONTRIBUI para melhorar a situação? Por que não ajustar o seu OLHAR CRÍTICO para adotar uma postura mais positiva, criativa, em busca de soluções para os problemas que se apresentam?

Em um TED Talk de 2011, Ric Elias aprendeu de forma bem dramática uma lição que serve para estas pessoas que somente enxergam a metade vazia do copo: “Entre estar certo e ser feliz, eu escolho ser feliz”. Ele pode até ter um outro ponto de vista, mas para que discutir até o ponto de haver desgastes sérios no relacionamento. Ele escolhe ser feliz e ir adiante. Eu tento seguir este conselho todo o dia, e é bem difícil. Mas vale o esforço e já me trouxe ganhos de vida. Maria Rita, autora do livro “Jogos de Empresa”, apresenta o ciclo da aprendizagem vivencial, um circuito que se retroalimenta de 5 etapas, sendo elas:

1. Vivência (jogar)

2. Relato (sentir)

3. Processamento (analisar padrões de desempenho)

4. Generalização (comparar jogo X realidade)

5. Aplicação (atingir alvos, mudar rumos)

Uma etapa da sua vida pode ser dramática (etapa de “Vivência”). Você pode “Relatar” coisas ruins e “Processar” isso como aprendizado único. Daí você começa a “Generalizar” para todas as demais situações. Desta forma, você muda a sua vida, e começa a “Aplicar” estes aprendizados em novas decisões, visando atingir novos resultados. E você os atinge, só que de forma negativa. Pessoas se afastam de você. Mas isso é uma espiral descendente, pois o input inicial foi negativo. Eu encaro a vida como um grande jogo, de experiências e aprendizados positivos e construtivos. Encaro assim pois eu escolhi.  O mesmo evento relatado poderia fazer parte de sua vida de uma forma positiva, construtiva, mas para isso você terá que “Vivenciar” e “Relatar” os fatos, mesmo os mais desagradáveis, em um outro tom. Quem sabe não tentar fazer isso um laboratório pessoal em busca de melhorar um pouco a cada dia? Um por cento a cada dia, todo dia não me parece uma meta difícil não é mesmo?

Então, o convite final é que todos sejam pontos transformadores de sua rede de relacionamentos. Pontos que sejam amplificadores do positivo, do construtivo, do bem e da esperança. De gente enxergando o copo metade vazio já estamos cheios.

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Gustavo Campos

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Gustavo Campos, administrador por formação, empreendedor por natureza. Muito estudioso, leitor voraz, odeia falar ao telefone. Gosta de tecnologia, apesar de se incomodar em pagar mais caro por ser um dos primeiros a comprar algo. Geek por estilo de vida, sempre está conectado, não sabendo o que seria de sua vida sem notebook, smartphones, tablets, Moleskine e uma boa conexão Wi-Fi com a Internet. Ambicioso, não alcançou ainda nem o início do que quer desta vida. Professor apaixonado pela vida e por sua família, dono do Max e da Pink, o casal de Yorkshires mais famosos da cidade.

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Principais fontes consultadas para este artigo:

– Minhas experiências pessoais e profissionais

– Um olhar atento de consultor e analista de mercado

www.ted.com

– Livro Jogos de Empresas – Maria Rita Miranda Gramigna. Editora Makron Books

– Imagem: http://www.sxc.hu/browse.phtml?f=download&id=1016445

Tem gente que só enxerga a metade vazia do copo!

O TED Talk que salvou a minha avó

             Escolher um TED Talk entre as milhares de opções, não foi fácil. Sou apaixonada pelo TED e pela proposta de espalhar boas ideias e posso dizer que depois de assistir alguns vídeos a minha vida não é mais a mesma.

            Dentre os vídeos que me marcaram para sempre, preciso colocar em primeiro lugar a fala do Sir Ken Robinson sobre educação. A cada semestre, indico esse vídeo para os meus alunos, assim como assisto novamente para não esquecer a mensagem inspiradora do palestrante.

            No entanto, não é sobre esse vídeo que quero falar. Hoje, quero falar sobre jogos. Eu não sei você, mas eu cresci jogando vários jogos principalmente com meu pai que era o meu grande companheiro. Eu tive Atari, Pense Bem, Gameboy (sonhava com a música do Tetris) e Nintendo. Além disso, sempre fui fã de jogos de tabuleiros, memória, cartas, ou seja, se era algum tipo de jogo eu estava dentro. Hoje, continuo a mesma, ainda gosto de videogame, jogos de tabuleiro, porém são os jogos onlines que têm me conquistado.

            A relação com o jogo é sempre muito delicada. O jogo é visto como entretenimento, mas também como forma de aprendizagem. Dificilmente a mãe ou pai dizem: Ei, pare um pouco de ler e vá jogar um jogo! Ou então, quem sabe ao invés de pegar um solzinho, fica em casa e joga um jogo? Comigo, isso nunca aconteceu, e com você? Sempre ouvi que estava passando tempo demais jogando e, nunca tempo de menos.

            Pois é então que surge Jane McGonigal para me salvar e salvar milhões de adoradores de jogos. Ela diz que precisamos jogar MAIS jogos. Sim, precisamos dedicar mais tempo jogando jogos melhores e maiores. Segundo ela, semanalmente passamos 3 bilhões de horas jogando jogos online. Parece muito, mas ela acredita (e prova) que esse número não é suficiente para resolver os problemas mais urgentes do mundo. Para ela, precisamos de 21 bilhões de horas semanais se quisermos sobreviver no próximo século.

            O vídeo é incrível e, ela consegue vender muito bem a sua ideia com exemplos interessantes e com propostas de jogos inovadores. No entanto, o que mexeu comigo foi um questionamento que ela fez logo no inicio e, que é a tese de seu trabalho: Por que somos melhores em jogos do que na vida real? Ou melhor, por que muitos jogadores têm esse sentimento de que não são tão bons na realidade como são nos jogos.

http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf

            Para poder explicar o motivo da minha escolha eu preciso primeiro contar uma pequena história pessoal. Há duas semanas, durante o almoço de dia dos pais, a minha avó materna quase morreu. Ela só não morreu porque eu e meu primo Marcelo a socorremos. No entanto, embora o relato pareça heróico, preciso dizer que foi longe disso. Enquanto a minha avó estava se engasgando com um coração de galinha, 9 adultos a sua volta, durante um bom tempo nada fizeram (eu incluída). Na verdade, nenhum de nós sabia muito bem o que fazer, e ela, em nenhum momento demonstrou precisar de ajuda. Pelo contrário, quando a questionei sobre seu estado, ela me mandou embora (isso enquanto ela tentava se ´desengasgar´ sozinha – sim, se não fosse quase trágico seria cômico).

            Quando percebi que a situação era séria, congelei. Não só eu, como todos nós congelamos. Olhei para todos em busca de coordenadas, olhando para cada um esperando que me dissessem o que fazer. Fiquei durante alguns minutos esperando ser AUTORIZADA à fazer algo. Enquanto buscava essa autorização, desnecessária diga-se de passagem, lembrei do vídeo em questão. Sim, parece loucura, mas lembrei desse TED Talk e de como não nos sentimos bons ou capazes o suficiente para fazer algo na vida real, mas somos capazes de fazer em jogos.

            Durante a minha briga/discussão mental pensava que faria algo errado se tentasse aplicar a manobra de Heimlich que havia aprendido em um curso de primeiros socorros. Fiquei pensando que talvez ela não estivesse se engasgando, talvez não fosse nada e, se eu tentasse a manobra iria fazer um papel de ridícula. Ou seja, pensei em milhões de desculpas, que no fundo só me mostravam que eu não acreditava em mim, que eu estava esperando que alguém acreditasse em mim primeiro, que alguém me dissesse que eu era capaz, que tudo ia dar certo. Isso não aconteceu, a autorização nunca veio, ninguém disse nada, mas o debate mental e a lembrança do vídeo fizeram com que eu me autorizasse a dar o primeiro passo, a ajudar a minha avó.

            Tenho pensado MUITO sobre esse momento, e foi um dos únicos momentos da minha vida que tive essa experiência de refletir sobre a minha reação sobre algo enquanto a situação acontecia. Já falei sobre essa experiência com muitas pessoas, em uma forma de catarse e, diria até, de brainstorming querendo ouvir diferentes opiniões.

            Cada vez que penso sobre isso, penso também sobre a minha vida profissional. Quantas vezes esperamos que a aprovação, autorização venha de fora, venha dos outros? Em quantas situações deixamos de agir, iniciar algo, porque não acreditamos na nossa própria ideia?

            Sim, nem tudo depende de nós, mas o quanto daquilo que depende de nós, que está ao nosso alcance, estamos colocando na mão de outro porque achamos que não somos bons ou competentes o suficiente? Se jogar mais jogos, porém jogos inteligentes e melhores, é uma forma de fazer com que nos sintamos melhores, mais capazes, então eu estou dentro. Que venham os jogos, porque eu estou precisando.

Se você gosta de assistir os vídeos do TED sugiro o tumblr One TED a Day. A cada dia um novo vídeo é postado com uma pequena explicação. Você pode também sugerir um vídeo. Eu de tão fã já sugeri um.

Aline Jaeger

@aline_jaeger

Pensadora Mercadológica

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O TED Talk que salvou a minha avó