Pergunta de final de semana: Você é imprevisível quando deveria ser previsível?

Uma das coisas que eu mais odeio é que achem que o meu tempo vale menos do que o tempo de alguém. Um exemplo clássico é consultório médico. Você marca hora, organiza o seu dia, chega antes para fazer ficha e uma burocracia do caramba e o médico chega duas horas atrasado, sempre com aquele ar de quem salvou o mundo e que você não faz nada importante na vida e deve ficar esperando o quanto fosse. Eu parto do pressuposto que o tempo do outro é mais importante do que o meu. Então eu chego, ou busco sempre chegar, 15 minutos antes. Este tempo me permite sentir o ambiente, falar com uma ou outra pessoa, avaliar a decoração, as pessoas, a cultura do local, os quadros na parede, o cuidado com os detalhes e também dar aquela respirada longa por alguns minutos, que me deixa no ponto certo de equilíbrio para tentar realizar o mais alto potencial daquela conexão. Creio que desta forma eu faça com que o outro também me valorize, e reconheça que eu o valorizei por chegar mais cedo. Neste aspecto eu prefiro ser previsível. Se marcam uma hora comigo saberão que eu estarei lá. Mas tem gente que prefere ser imprevisível, quando deveriam ser previsíveis. É tudo uma questão de escolhas!

Desta forma, a pergunta de final de semana é: você é imprevisível com os seus compromissos? Cumpre o que promete? Tem uma imagem de pessoa de valor e que respeita o tempo do próximo?

Pense nisso! Da próxima vez que você achar que o seu tempo é mais importante do que o outro pare imediatamente. Você está entrando em uma zona de conflito desnecessária, onde no final é a sua imagem que será prejudicada. Respeite e será respeitado, até mesmo por você mesmo. Cumpra os compromissos que afirmou para si mesmo, com 15 minutos de antecedência. E veja o seu mundo mudar.

 

 

Gustavo Campos

Publisher do Pensador Mercadológico

Pergunta de final de semana: Você é imprevisível quando deveria ser previsível?

Pergunta do final de semana: O tempo passa rápido ou nós que somos lentos?

O tempo. Algo não estocável. Um dos bens mais preciosos que existe na terra e ao mesmo tempo o bem mais democrático. Todas as pessoas, todo o dia, recebem 24 horas de vida depositadas em sua conta-corrente. Uns jogam fora. Outros aproveitam mais. Mas enfim, o que é aproveitar a vida? Como saber que usamos bem o nosso tempo? Como saber que estamos passando pela vida e não a vida passando por nós?

E você, como usa o seu tempo?

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Vídeo 01: A vida de Homer Simpsons em minutos

Vídeo 02: 3,5 anos da vida de uma pessoa. Uma foto por dia.

Vídeo 03:  Cinco meses de barba crescendo

Vídeo 04: Nove meses de gestação

Vídeo 05: 85 anos em 40 segundos

 

Gustavo Campos

Publisher do Pensador Mercadológico

Pergunta do final de semana: O tempo passa rápido ou nós que somos lentos?

Velhas Tradições, Novas Estratégias

No dia 23 de setembro a partir das 17:59 horas começam as comemorações do Arthur Guinness Day. Instituído em 2009, o dia pretende celebrar através de atividades artísticas a data que marca o nascimento do fundador da Cervejaria Guinness, ícone irlandês de reconhecimento mundial. Assim, ao redor do globo, milhões de pessoas erguerão um pint ao ar saudando a herança deixada por Arthur. Em um paralelo simplório, para aqueles não iniciados no tema, a Guinness poderia ser colocada como a Coca-Cola das cervejas, a marca que vive no imaginário dos apreciadores da bebida, passando de geração para geração seu legado e suas vendas robustas. Mas ao contrário do farmacêutico John Pemberton, cujo nome pouco é reconhecido apesar de sua fantástica criação, Arthur Guinness adquire ares míticos nas estratégias de marketing da Diageo, proprietária da marca.

Ao final de cada dia do inverno inglês, marcávamos um compromisso obrigatório, ir a The Qube (O Cubo), um pub moderninho em Colchester, para uma Guinness bem tirada. A cerveja do tipo stout, escura e com forte e característico sabor, completa 251 anos de história este ano. Em um mercado competitivo como o das bebidas alcoólicas, um feito a ser comemorado. Sobretudo pelos atributos do produto que aos olhos dos novos consumidores podem parecer demasiadamente tradicionais ou fora de moda. Em especial a regra que manda para um copo perfeito, o tempo exato de 119 segundos, de forma que ocorra o adensamento correto do líquido e a posterior formação do colarinho de espuma, de preferência com um trevo desenhado nele, o símbolo da Irlanda. E de fato a Guinness enfrenta certas dificuldades, sobretudo nos mercados mais jovens, com vendas estagnadas ou em declínio, perdendo terreno para bebidas com perfil mais light e despojado.

Recentemente uma pesquisa conduzida pelas professoras Cassie Mogilner da Wharton School e Jennifer Aaker da Stanford University procurou estudar o uso dos conceitos de tempo e dinheiro pelas empresas em campanhas de marketing e como isso influenciava as decisões de compra dos consumidores. Em um dos testes relatados nessa pesquisa, uma das pesquisadoras saiu em uma tarde de sábado para vender limonada em um parque da Califórnia. A cada 10 minutos a placa que anunciava o produto era alterada mostrando 3 mensagens:

“Gaste algum tempo e aproveite a limonada C&D”

“Gaste um pouco de dinheiro e aproveite a limonada C&D”

“Aproveite a limonada C&D”

Para medir o impacto dos textos, os clientes eram informados que poderiam escolher pagar qualquer valor entre US$ 1 e US$ 3. No final dos resultados, observou-se que o número de compradores era maior quando a placa mencionava tempo em vez de dinheiro, inclusive estes pagavam mais pelo copo de limonada e gostavam mais do produto.

A Guinness aproveitando sua característica de produto, essencial para a construção da lenda e de sua imagem única de mercado, utiliza como slogan desde 2006 “Good things come to those who wait” (Coisas boas vêm para aqueles que esperam). Obviamente a frase faz uma brincadeira divertida com o que poderia ser considerado o ponto fraco do produto (não é ready-to-drink), mas por outro lado ressalta que o tempo (e o fato de aceitá-lo) é um valor e uma qualidade para quem aprecia boas experiências. Conforme a pesquisa de Mogilner e Aaaker comprovou, ativar a ideia de tempo enquanto os consumidores avaliam um produto os leva a desenvolver uma ligação pessoal. Assim, os apreciadores de Guinness são muito mais que apenas leais à marca, mas a sentem como parte integrante de seu conceito de vida e sua escala de valor.

Muitas empresas desenvolvem ferramentas estratégicas para direcionar seus negócios, entre elas a onipresente Matriz SWOT. Depois de relacionados os pontos fortes e fracos, geralmente com uma facilidade maior de encontrar os segundos, poucas sabem o que fazer com aquelas informações e como atacar conjuntamente tantas frentes. Concentre-se nas fortalezas e defenda-se de suas fraquezas é um mantra forte, porém invariavelmente esquecido. O que a Guinness empreendeu foi justamente reforçar sua força de tradição lendária simultaneamente com a defesa do ponto fraco da não instantaneidade do produto, gerando um objetivo de conectar-se à intimidade do cliente pelo aspecto do tempo. Nesse caso, no jogo de palavras, curiosamente o tempo era uma constante tanto no ponto positivo quanto no negativo. Então da próxima vez que estiver diante de uma Matriz SWOT procure centrar-se naquilo que sua empresa é comprovadamente melhor que os competidores e a partir desses atributos construir uma estratégia relevante para o mercado e vencedora para a organização.  Então bons negócios! Cheers!

Felipe Schmitt Fleischer

Velhas Tradições, Novas Estratégias

Dica de gestão 78 de 300: Os dados estão rolando!

– DICA DE GESTÃO 78 DE 300: Os dados estão rolando!

Hoje acompanhei minha esposa até uma lotérica para pagar uma conta. Lá tinha uma fila de apostadores, fazendo a “fezinha” da semana. Pelo perfil do pessoal (idosos em sua maioria), creio que sejam os principais apostadores deste tipo de jogo. Na Internet, existe muito conteúdo free de excelente qualidade. Dá para fazer um doutorado com tudo o que está disponível. Eu pago por ferramentas e conteúdos da Internet por que está organizado e concentrado e não pelo conteúdo em si, pois com esforço dá para chegar a conclusões / resultados semelhantes. Saindo do restaurante, hoje, pelas 14:30 horas, entraram 2 gurias com roupa e corpo de academia, com jeito de que ficaram a manhã inteira na malhação. Andando com o cachorro no final do dia, uma mulher de uns 40 anos, com outro cachorro, nos aborda e fica uns 10 minutos contando coisas da vida dela que eu não perguntei e não tenho o mínimo interesse em ouvir. Até o cachorro estava puxando a guia pois queria ir embora (não aguentava mais aquela poodle). Cheguei em casa e comecei a zapear rapidamente e cansei depois de passar por mais de 80 canais. Fui jantar em um restaurante árabe (de árabes mesmo), próximo de minha casa. Fomos servidos de forma muito rápida, jantamos e fomos embora levando duas gomas árabes de sobremesa. Cheguei em casa e abri o Twitter, Facebook, WordPress e Flickr. Só nestes 4 sites, há mais coisas a ler e estudar / examinar do que tempo em um dia. Enfim, os dados estão rolando. Sem nenhuma ideologia, você pode utilizar o seu tempo do jeito do que quiser. O resultado você irá colher. Não tem certo ou errado.

O interessante é que o conceito de tempo e de aproveitamento são inumeramente distintos entre si. São infinitas combinações. Quando cheguei hoje no escritório, me reuni com o meu pessoal e repassamos as nossas pautas. Quase todo o dia fazemos escolhas, pois temos muito mais coisas a fazer do que tempo hábil para executar. Apesar disso, temos que ser pontuais, precisos e entregar uma qualidade superior a expectativa dos clientes. Acho que isso não muda para nenhum outro segmento. Agora mesmo, estou em dúvida: continuo escrevendo ou dou uma parada e preparo um drink (fiz o drink e voltei, para constar). Agora mesmo, tomando um drink, escrevendo no blog, olhando TV e de vez em quando conferindo uns tweets. Penso que poderia estar num barzinho com amigos, lendo algo, dormindo, tomando banho, brincando com o cachorro, trabalhando (sei lá), viajando, namorando, jogando pôquer, num chat com desconhecidos, pintando um quadro, provocando meus vizinhos com um som alto, tirando fotografias de algo ou infinitas e incontáveis outras atividades.

Neste contexto, o que significa aproveitar o tempo? O que significa tempo nesta condição que me encontro? Penso nisso muito frequentemente, e confesso que tenho uma dificuldade em relaxar. Mas estou melhorando (me curando) e conseguindo separar o tempo para o papel profissional e o tempo para o papel pessoal. Ainda tenho que melhorar neste bom uso do tempo, relaxar mais, mas sinto que estou no caminho. Profissionalmente, apresento uma ferramenta de priorização, que pode ajudar muito. Priorização significa colocar varias alternativas em ordem de importância, valor ou desejo, etc. Se você tem objetivos pessoais ou profissionais / empresariais, geralmente eles obedecem uma prioridade, uma ordem de execução, de empenho e de alocação de recursos. Para decidir coisas não tão banais do dia a dia, é importante termos algumas ferramentas que nos auxiliem. Eis uma simples:

Coloca-se nas colunas as alternativas que estamos em dúvida, que temos a decidir. Na primeira coluna, listo os atributos que avaliarão as alternativas (pode ser uma melhor taxa de retorno, menor nível de investimento inicial, a de mais sinergia com o que já fazemos, entre outros). Na segunda coluna, coloco os pesos de cada atributo, para que tenha na avaliação o que realmente me importa. Depois, lanço notas de 0 a 10 para cada linha de atributo, para cada uma das opções. Multiplicando cada nota X peso e somando no total (PONTUAÇÃO), teremos a ordem de prioridade. Esta matriz eu tenho pronta, com as fórmulas já embutidas. Basta colocar as opções e ajustar os atributos e já está pronto para a avaliação. Não demora mais do que 10 a 15 minutos fazer e ajuda a organizar o pensamento.

Então, podemos levar a vida como num jogo de dados e deixar a sorte decidir. Podemos tomar decisões de negócios com uma dupla de dados na mão. Ou podemos usar um pouco algumas ferramentas e ajudar um pouquinho a sorte que sempre nos acompanha. Desta forma, garanto, ter melhores resultados. E o tempo? O que faço com o tempo que tenho? Isso ainda estou na busca da melhor resposta e fica para mais outros posts tentar encontrar algumas respostas, mesmo que parciais.

Até a próxima dica

Gustavo Campos

Pensador Mercadológico

http://www.focal.com.br

Notas de 0 a 10 para cada item X o peso
Atributos Peso Opção A Opção B Opção C
Atributo A 2 8 2 10
Atributo B 3 3 4 9
Atributo C 2 5 3 1
Atributo D 4 7 5 1
Atributo E 1 9 7 0
PONTUAÇÃO 72 49 53
COLOCAÇÃO Primeiro Terceiro Segundo
Dica de gestão 78 de 300: Os dados estão rolando!