Caso ou compro uma bicicleta?

Esse velho e bom ditado popular normalmente é utilizado em momentos em que a dúvida nos envolve de forma implacável. Sim, ela pode ser benefício para alguns ou martírio para outros.
O fato é que tomar uma decisão envolve uma disputa com pelo menos 3 participantes, sendo que dois deles (instinto e experiência) cuidam do seu presente, o outro (a razão) pensa no seu futuro. Por isso, diante de uma encruzilhada, o melhor é tentar organizar essa briga.

Ok, mas esse não é um post de auto ajuda . Aliás, não tenho nada contra a esse tipo de literatura, apenas me passa a impressão de ter o efeito de “receita pronta”. E considerando que nosso cérebro é “preguiçoso”, o risco é que pode se tornar apenas um mais um seguidor, enquanto que o mundo está sedento de inovadores.

Por natureza, nossa razão já tende a comparar tudo para encontrar a solução mais lógica. Imagine um rapaz de olho nas garotas em um bar cheio de morenas. Só duas loiras, parecidas entre si, estão por lá. São grandes as chances de o rapaz se interessar por uma das loiras, porque é mais fácil para o cérebro compará-las do que comparar dezenas de morenas. A loira menos atraente só serviu de isca: chamou a atenção do cérebro, louco por comparações, e fez o rapaz concluir que a melhor alternativa do bar era aquela loira mais bonita. Sem que o rapaz tivesse reparado nas morenas, talvez mais interessantes. Nessa hora, o instinto poderia ter ajudado mais. Afinal, escolher um par no bar pode mudar sua noite, mas não necessariamente seu futuro. Vai saber..

No mundo dos negócios, não é diferente. Sair do óbvio é necessário. Inovação é a bola da vez. Talvez, a associação mais familiar que fazemos a ela são os adventos tecnológicos. Falando em varejo, a tecnologia hoje existente nos sistemas de automação de vendas, nos permite uma série de vantagens na hora de realizar uma venda. Há inúmeras dessas ferramentas no mercado. Das mais simples, até às mais complexas que são interligadas è ferramentas de CRM. Bom, e aí por diante. São opções para todos os propósitos e bolsos também.

Mas chamo a atenção para outro ponto importante do processo de vendas e que requer inovação e melhoria constante. Falo do serviço de atendimento prestado. Não basta apenas termos sistemas aprimorados, vitrines chamativas e ambiente acolhedor. É necessário mais que isso. É preciso “humanizar” a venda com adequação e eficácia.
Entre previsões mais otimistas e outras um pouco menos, o Natal está aí e as vendas tendem a intensificarem naturalmente, bem como a correria nas lojas. Consumidores já percorrem lojas de todo país em busca de presentes. Alguns decididos, outros tantos fazendo a mínima ideia do que presentear à sua esposa ou esposo, filhos…etc..
Porém, até bem pouco tempo ambos os perfis mantiveram-se (ou se mantém) com o orçamento apertado, a julgar pela realidade econômica recente. É bem provável que tais consumidores estejam no mínimo mais criteriosos na hora de consumir.

Segundo uma sondagem da Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de shopping), com varejistas associados e administradoras de centros de compras, shoppings centers de todo o país devem contratar 140 mil temporários no fim de ano. Só no ano passado, a estimativa de contratação era de 130 mil pessoas. Entre os varejistas, os segmentos que mais deverão empregar são de vestuário, calçados, eletrodomésticos, perfumaria e supermercadista. Segundo a Alshop, cerca de 60% das vagas deverão ser ocupadas por candidatos com idades entre 18 e 40 anos, incluindo estudantes do ensino médio e universitários. Sabe-se que contratação de temporários não é uma realidade apenas das lojas de shopping centers, mas do varejo em geral.

É aí que a preparação dos gestores de varejo deve atuar de forma intensa, no que diz respeito ao treinamento adequado de seus novos contratados (sim, os temporários). Se apesar das inúmeras alternativas à disposição, o cliente entrou em uma determinada loja, é porque de alguma forma ele espera ser surpreendido (mesmo que não tenha se dado conta disso). A inovação que me refiro, está ligada ao “zelo” pela transferência das informações sobre técnicas de atendimento e o que é mais importante, informações sobre os produtos em questão. Caso contrário, acontece como no caso do rapaz no bar colocado acima.
Guardadas as situações, comparações são feitas buscando a melhor relação de aquisição, porém se alguns elementos não forem evidenciados, produtos são deixados de lado.

Em tempos em que os “gurus” da administração falam em grandes conceitos como “marketing 3.0” (voltado para o consumidor) e que ideias e experiências são trocadas a todo tempo pela internet, através de redes sociais, é bom lembrar que nada mais simples e atencioso do que um “olho no olho” e um discurso que passe credibilidade e confiança na hora de vender seja lá um cartão de natal ou até mesmo um automóvel. Não há tecnologia que supere isso!

Obrigado pela audiência.Tenham todos uma ótima semana!

Juliano Colares
Pensador Mercadológico
@juliano_colares

Links recomendados do Pensador Mercadológico
http://www.facebook.com/pensadormercadologico
http://www.twitter.com/blogdopensador

Caso ou compro uma bicicleta?