O Fenômeno MMA

O Brasil é mesmo o país das oportunidades e pelo menos nos próximos cinco anos também será o país do esporte. É Copa do Mundo de 2014, Copa América de 2015 e Olimpíadas de 2016. Entre discussões que questionam aspectos estruturais até mesmo distribuição de recursos, o fato é que o mundo volta seu olhar para nosso país.

Não bastassem todos esses eventos, presenciamos o surgimento de um esporte que é um verdadeiro fenômeno. O Mixed Martial Arts, vulgo MMA, conquista uma verdadeira legião de fãs de todas as idades e sexo a cada dia, ao mesmo tempo que provoca polêmica através da opinião daqueles que são contra violência e não o exergam como esporte.
Anderson Silva, um dos brasileiros de maior destaque no esporte, credibiliza campanhas publicitárias e faz parceria até mesmo em videoclipe de cantora de MPB (vide novo trabalho de Marisa Monte).

Apesar de todo esse movimento, a questão que pede resposta é:

estaríamos presenciando uma espécie de “febre” cujo efeito seria passageiro? Ou o esporte veio para ficar?

O fato é que o esporte ganha proporção e investimentos. Que o diga Eike Batista que, através de uma recente aquisição de empresa, pretende ser um dos promotores das 3 edições do esporte no país, programadas para 2012.

Temos marcas internacionais desse segmento entrando no Brasil, como é caso da californiana Tapout, cujo investidor majoritário é nada mais nada menos que Warren Buffet, um dos homens mais ricos do mundo. O diferencial dessa marca, além de oferecer um mix de produtos não tão comum às demais, é seu conceito de trabalho. Ao mesmo tempo, que o esporte instiga violência, a marca leva para seu lifestyle valores como disciplina, objetividade e perseverança.

Temos também um exemplo nacional, como é caso da Pretórian Hard. Estive visitando sua sede na rua Oscar Freire aqui em São Paulo e confesso que fiquei surpreso com o que vi. Em um edifício de 4 andares, pude conferir uma loja totalmente descolada no andar térreo, a qual apresenta não só artigos voltados para luta (como luvas e protetores) como artigos de confecção, acessórios e calçados da marca, em meio a ícones como uma Harley Davidson e um carro antigo. No segundo andar, um octógono reservado para treinos e no terceiro e quarto andar, o setor de desenvolvimento e administração.
Da sua maneira, tenta assim como a Tapout, alicerçar sua construção em pilares presentes no universo masculino, como a ”custom culture” e “tatoo”, e assim garantir longevidade à marca. Chega fornecer equipamentos para toda polícia civil, militar e para o Bope.

Além disso, em entrevista recente, o ex-empresário de boxe Dana White, hoje proprietário do UFC, Ultimate Fighting Championship declarou que visa promover no Brasil um evento em local aberto, preferível em um estádio de futebol para um público de pelo menos 50.000 pessoas. Bom, saber quando isso se realizará ainda não é possível ainda. Mas de certa forma, o sinal do MMA começa a chegar até as massas através das transmissões em canal aberto realizadas pela Globo.
Hoje o UFC tem um preço estimado de mais de 1 bilhão de dólares e domina mais de 90% do mercado mundial de MMA.

Agradeço pela audiência. Tenham todos uma ótima semana.

Pretorian

Tapout

Juliano Colares
Pensador Mercadológico
@juliano_colares

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O Fenômeno MMA

Estampado no peito

Até um tempo atrás, era impossível falar de Marketing Esportivo sem falar de futebol. Hoje, o cenário já é um pouco diferente e está mudando, mas vamos tentar não falar dos contratos milionários com clubes e atletas brasileiros deste esporte.

Ginástica, atletismo, natação e até mesmo o futebol feminino têm ganhado tanto destaque nas competições internacionais e trazido tanto reconhecimento para o nosso país, mas sofrem na hora de conseguir patrocínio, ajuda indispensável para que os atletas possam chegar até os campeonatos, literalmente.

Não é dúvida que o Brasil é o país do futebol e que é o esporte com maior visibilidade no país, mas é louvável a atitude de marcas que ajudam a fazer da nossa terra também o país do judô, da corrida de revezamento, do salto em altura, do vôlei de praia e, porque não, do RUGBY. Continue reading “Estampado no peito”

Estampado no peito