Vida de UTI – Parte II

Existem coisas que ficam gravadas na retina para sempre. Convulsões, desfibriladores em ação, seringa de adrenalina e o que era uma linha reta, contínua em um monitor, dá um salto e novamente começa a saltitar pela tela ao som de um bipe alternado que significa vida. Por um momento o plugue da vida saiu da tomada e um grupo de profissionais da saúde o recolocaram.

Minha mãe se agarra na vida, por uma corda da espessura de um fio de linha. Está esticando, mas incrivelmente não arrebentou. Nestes momentos se acredita em muita coisa e talvez o mais ateu dos cidadãos possa pedir a Deus que de uma olhada, ou no mínimo uma piscada, em sua direção. Nestes últimos dias até a vela de 7 dias que acendi começou a ter a sua chama oscilante. Em um momento parece que a chama vai apagar e em outro volta a pegar fogo com força total. Talvez esteja vendo coisas onde não exista. Eu não sei o que tem do outro lado da porta, mas sinto que minha mãe está na fronteira. Pode ser egoísmo meu, mas decidi que nesse cabo de guerra, resolvi puxar a corda. Se for mais forte do que eu pode leva-la, mas acredito que existam coisas simples que desejo ainda viver com a minha mãe. Almoçar mais vezes em diversos restaurantes, ir mais vezes na livraria, ouvir mais o que ela tem a dizer, visita-la sem motivos, dar um presente de vez em quando por tudo o que ela fez por mim, leva-la para a praia e tomar uma bebida em um boteco. Apenas isso já faria com que ela ficasse mais feliz. E muitas vezes me pego pensando, talvez muitos de nós, na busca da felicidade. Você encontra esta felicidade em você mesmo, neste instante, basta você segurar com força este momento de vida e se conectar com a sua pulsação. Você está vivo. Sinta isso.

Aproveite enquanto pode, pois um dia, tomara que muito distante, a linha no monitor não irá mais pular e você não terá mais uma segunda chance para viver esta vida, para rir com seus familiares, tomar um sorvete, ouvir uma música, ler um livro, entrar na Internet, ler este blog e tudo o que poderia significar pílulas de felicidade, mas por uma vontade diferente você começou a chamar de atividade, compromisso. Reveja os significados da vida e veja a chama de sua vela aumentar.

Para quem não leu a parte I deste post, você encontra neste link : Vida de UTI – Parte I

Viva a vida com intensidade! Um por cento melhor a cada dia, todo dia!

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Obrigado pela audiência!

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Gustavo Campos

http://www.focal.com.br

Publisher do Pensador Mercadológico

http://www.pensadormercadologico.com.br

 

Gustavo Campos, administrador por formação, empreendedor por natureza. Muito estudioso, leitor voraz, odeia falar ao telefone. Gosta de tecnologia, apesar de se incomodar em pagar mais caro por ser um dos primeiros a comprar algo. Geek por estilo de vida, sempre está conectado, não sabendo o que seria de sua vida sem notebook, smartphones, tablets, Moleskine e uma boa conexão Wi-Fi com a Internet. Ambicioso, não alcançou ainda nem o início do que quer desta vida. Professor apaixonado pela vida e por sua família, dono do Max e da Pink, o casal de Yorkshires mais famosos da cidade.

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Principais fontes consultadas para este artigo:

– Minhas experiências pessoais e profissionais

– Um olhar atento de consultor e analista de mercado

– Imagem: http://www.sxc.hu/browse.phtml?f=download&id=263251

Vida de UTI – Parte II

Uma vida de UTI – Parte 1

Suspeito que a cada dia que uma pessoa passe na UTI envelheça sete. Para os familiares mais próximos, para cada visita, três dias de envelhecimento, com angústias, preocupações e dúvidas sobre o futuro. Ou melhor dizendo, o dia seguinte, pois ‘futuro’ em UTI é algo muito distante. Vai se vivendo, dia após dia, em uma aflitiva roda de minutos.

São 30 minutos de visita, cronometrados, duas vezes por dia. Antes de a porta se abrir eu percebo nos olhos das pessoas, ricas ou pobres, novas ou com mais idade, algo que talvez um peão de rodeio sinta ao sentar em um touro gigante para ficar alguns segundos em cima. Naquele pouco tempo antes que a “jaula” se abra, você sente o cheiro da borda da vida.  O horário de visita inicia e uma enfermeira com uma prancheta toma a frente da porta. Em uma folha, constam as pessoas que conseguiram viver por mais um dia. São chamadas em ordem crescente de número de leito. Você sabe que o seu familiar está no leito 18 e por uma razão que você não quer identificar, fecha os olhos e espera que aquele nome conhecido seja lido após o leito 17. Ufa, ela está viva!

Passo nos portões que separam os “comuns” dos “super-médicos”, aqueles com poderes para salvar. Assim que tento entende-los. Assim que minha esperança os reconhece. Os visitantes formam uma fila para a higiene das mãos. Olho um por um, reparando como lavam as mãos, pois sou o leito 18 e só tem uma torneira. Nunca tinha visto um rigor tão grande com a higiene. Cada milímetro é ensaboado, uma, duas, três vezes. Ao final, uma solução antibacteriana e está pronto. Colocar o roupão e as luvas de látex.

Todas as pessoas-visitantes chegam nos seus familiares e as reações são sempre comoventes, pois UTI ninguém está muito bem. Como muitas vezes a minha mãe está dormindo, sedada, fico fazendo um carinho em sua cabeça e observando o que acontece nos outros leitos. Neste momento parece que o medo vai embora. As emoções são de atenção, carinho, amor, compaixão, perdão e aproximação. Retirando todo o contexto da situação é uma cena mais bonita que outra. Não existe o ser belo, ser rico, ser popular ou ser inteligente. Só existe o ser vivo.

De repente a enfermeira avisa com jeito que o tempo de visitas acabou. Eu olho para a minha mãe e parece que ela quer me dizer algo. Parece que sente que vou embora, mas não ouço nenhuma palavra. Quando saio por aquela porta parece que o medo ficou me esperando e me abraça. Saio andando de mãos com ele, por mais que eu tente ser positivo, otimista e crente no sucesso. Olho no relógio e começo a contar 24 horas, até a próxima visita, onde novamente o ciclo se repete e por 30 minutos eu deixo o medo do lado de fora.

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– Imagem: http://www.sxc.hu/browse.phtml?f=download&id=878051

Uma vida de UTI – Parte 1