Se eu fosse dono de laboratório, eu inventaria a Gripe A

Imagine, apenas imagine, o poder de um cenário deste tipo. Você está em um mundo capitalista, parecido com o nosso, mas não é o nosso. Você quer sucesso na vida, muitas vezes, o maior possível. Além disso você quer o máximo de poder, reconhecimento, status e tudo o que isso pode possibilitar. Em nosso mundo já falamos de armas químicas e biológicas, onde vírus e agentes químicos, altamente fatais, foram criados para fins de guerras. Mas agora imagine, em um outro mundo, você ter o conhecimento, o recurso, a capacidade e a vontade de fazer um vírus de uma doença hoje comum, a gripe, com algumas alterações que a fazem, talvez, mais perigosa para alguns grupos sociais. Este vírus pode não ser tão letal, na verdade ele pode ser até pouco fatal para os humanos, mas o que mais importa é como você irá ajudar a disseminar a capacidade de o vírus matar uma pessoa. Não importa que em um Estado de mais de 10 milhões de pessoas tenham 35 mortes documentadas tendo como causa este vírus; o que importará é que ele esteja sempre nos noticiários e capas de jornais. O que importa é que como dono do laboratório, você controla a demanda, mediante a oferta que lança no mercado. E você influencia a comunicação, fornecendo informação abundante; pois “pânico” vende mídia.

Em consequência desse “pseudo-pânico” generalizado, as clínicas particulares sobem os preços das vacinas de R$ 36,00, em média, para mais de R$ 80,00. O remédio principal para o combate a doença chega a casa dos R$ 200,00. As vacinas você garante publicamente que tem uma proteção que varia de 30% a 90% (convenhamos, é uma boa margem de erro, não é mesmo?). Neste mundo hipotético você fica tão rico que não consegue mais contar o dinheiro. E na sua cabeça, é isso que importa. As pessoas fazem fila nas clínicas particulares esperando chegarem lotes de vacinas, mesmo que não se tenha garantia que chegará no dia. Cada pessoa com este nível de “susto” deve alertar outras 100 a sua volta. Como em uma festa, se tem fila é que a coisa é boa ou importante. Então as milhares de pessoas que passam na frente da clínica e vêem a fila se preocupam. E pensam que devem entrar na fila o quanto antes. E quase sempre entram.

Talvez você seja a pessoa que não conseguiria dormir com essa culpa na cabeça, se tivesse criado o vírus e espalhado na sociedade. Mas certamente encontraremos uma pessoa, uma única entre todos, talvez um dono de laboratório, que teve a coragem. E neste mundo completamente imaginário, você é aquele que paga para se vacinar, espalha o pânico, comenta o noticiário e se preocupa pelo seu colega que ainda não se vacinou. Você é o rato no labirinto. E neste mundo imaginado, finalizo este post, como um pensador mercadológico, questionando: e se acontecesse isso conosco? E se esse mundo ocorresse? E se você fosse o dono do laboratório, o que faria?

OBS.: Faça o que sua cabeça ordena. Eu não sou médico e também não estou dizendo para não se vacinar. Eu tenho apenas o controle sobre a minha pessoa e não sou exemplo para ninguém neste aspecto. Mas eu não vou me vacinar, mesmo que você me mostre que é importante ou apresente uma estatística qualquer.

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Gustavo Campos

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Gustavo Campos, administrador por formação, empreendedor por natureza. Muito estudioso, leitor voraz, odeia falar ao telefone. Gosta de tecnologia, apesar de se incomodar em pagar mais caro por ser um dos primeiros a comprar algo. Geek por estilo de vida, sempre está conectado, não sabendo o que seria de sua vida sem notebook, smartphones, tablets, Moleskine e uma boa conexão Wi-Fi com a Internet. Ambicioso, não alcançou ainda nem o início do que quer desta vida. Professor apaixonado pela vida e por sua família, dono do Max e da Pink, o casal de Yorkshires mais famosos da cidade.

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Principais fontes consultadas para este artigo:

– Minhas experiências pessoais e profissionais

– Um olhar atento de consultor e analista de mercado

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Se eu fosse dono de laboratório, eu inventaria a Gripe A