Qual é a pílula anticoncepcional de hoje?

Há mais de 50 anos inventaram a pílula anticoncepcional. As mulheres aprovaram e o produto fechou muito bem com um contexto mundial de “libertação” que se estende e avança até os dias de hoje. A medida que a pílula anticoncepcional entrou na sociedade as saias das mulheres foram diminuindo. Simplificando o raciocínio podemos dizer que foi algo que adicionou segurança neste contexto de maior liberdade e aproveitamento de vida. Com a pílula, a mulher perdeu o medo de engravidar e assumiu um maior controle de sua vida. Não mais casar para ter filhos, mas sim aproveitar mais a vida e algum dia, casar e ter ou não filhos. Um pequeno comprimido, uma solução mágica e uma alta dose de segurança para as relações sociais se ampliarem. Que produto incrível pelas transformações que causou, tanto em setores como moda, quando na cultura da sociedade mundial, incluindo como e por qual motivo as famílias se formam e qual o papel de cada um nesta nova unidade.

Podemos dizer que alguns produtos inventados tiveram poder semelhante a este. Talvez o computador e a Internet revolucionaram a sociedade, uma nova geração de empreendedores e de serviços foram criados e as fronteiras e barreiras mundiais caíram. Mais recentemente o Smartphone pode ter causado uma ampliação deste eco. E mais antigamente talvez o automóvel tenha sido uma destas invenções. Se olharmos a curta história da evolução tecnológica mundial, sempre há um produto que causa uma revolução. Não por ele surgir e ser amplamente aceito, mas sim por apresentar um novo valor no momento exato em que a população estava se perguntando qual era o próximo passo. E por isso esta invenção foi amplamente aceita. Fantástico isso!

Se pensarmos de hoje para frente, qual poderia ser este valor que a sociedade está agora buscando? Mais segurança? Mais comunicabilidade? Mais mobilidade? Mais conveniência? Mais equilíbrio? Mais sentido? E arriscando um valor, qual seria a grande invenção que poderia ser o anticoncepcional de hoje? Intrigantes pensamentos que talvez façam valer a pena se esforçar e buscar o que Robert Schank afirma: “NÃO EXISTEM IDEIAS REALMENTE NOVAS, O QUE EXISTE SÃO APENAS ADAPTAÇÕES, REFORMULAÇÕES, ADIÇÕES E MUDANÇAS DE CONTEXTO EM IDEIAS JÁ EXISTENTES EM NOSSAS MENTES.” Quem sabe você pode ser o inventor da próxima pílula anticoncepcional?

 

 

Gustavo Campos

Publisher do Pensador Mercadológico

 

Fonte da imagem: http://www.freeimages.com/browse.phtml?f=download&id=1140296

Qual é a pílula anticoncepcional de hoje?

A sua escala de valores

Valores são aqueles grandes motivadores por trás de suas ações e decisões. A hierarquia destes valores poderá mudar conforme as circunstâncias do momento. Em situações normais o trabalho é um importante valor para as pessoas, pois agrega um certo propósito e senso de utilidade na vida. Mas em situações fora do normal, entendemos que existe uma hierarquia mestre, que acima de tudo deveria ser obedecida. Fernando Parrado, conhecido como Nando, coautor de Milagre dos Andes hoje é um empresário uruguaio de sucesso. Mas com apenas 21 anos, em 1972, aconteceu o conhecido acidente aéreo dos Andes, com o time de Rugby de uma escola de Montevidéo que iria jogar em Santiago do Chile. De 45 membros da tripulação, apenas 16 sobreviveram os 72 dias agoniantes de frio intenso e severas restrições a vida. De acordo com Nando, “a coisa mais difícil para mim foi enterrar minha mãe e minha irmã, com minhas próprias mãos, no gelo“.

Em uma de suas palestras motivadoras, relatou uma importante lição de vida e de hierarquia de valores:

“Hoje eu posso definir que coisas são importantes e quais não são. Eu gosto dos negócios e quero ser bem-sucedido, mas apenas se os outros aspectos da minha vida estiverem bem. Nós não podemos negar que hoje em dia nossas famílias são a coisa mais importante para nós. Cem por cento das pessoas que estavam nos Andes queriam voltar para suas famílias, não para seus contratos, estudos ou dinheiro. Nós queimamos todo o dinheiro no avião; nós queimamos para conseguir calor. Isso significa que dinheiro somente é importante se as outras coisas estiverem no seu lugar certo. Eu prefiro ter uma vida familiar bem-sucedida do que um negócio bem-sucedido”.

De acordo com um ditado chileno, “Os Andes não devolvem o que eles tiram“. Mas de lições como a dos Andes nós entendemos e aprendemos um pouco mais em como devemos atuar em nossas vidas. Não precisamos cair na neve para aprender estas lições. Nando nos ensina e nos provoca a pensar: será que estamos com nossa hierarquia de valores corretamente definida?

Abaixo um documentário completo sobre o acidentes nos Andes, para quem tiver curiosidade e tempo de assistir (vale a pena).

 

Alguns outros textos complementares a esta temática:

Seus sonhos e você

Sou o que sou hoje por causa das escolhas que fiz ontem

 

 

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Gustavo Campos, administrador por formação, empreendedor por natureza. Muito estudioso, leitor voraz, odeia falar ao telefone. Gosta de tecnologia, apesar de se incomodar em pagar mais caro por ser um dos primeiros a comprar algo. Geek por estilo de vida, sempre está conectado, não sabendo o que seria de sua vida sem notebook, smartphones, tablets, Moleskine e uma boa conexão Wi-Fi com a Internet. Ambicioso, não alcançou ainda nem o início do que quer desta vida. Professor apaixonado pela vida e por sua família, dono do Max e da Pink, o casal de Yorkshires mais famosos da cidade.

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Principais fontes consultadas para este artigo:

– Minhas experiências pessoais e profissionais

– Um olhar atento de consultor e analista de mercado

– Livro: Coaching e PNL

– Imagem: http://www.sxc.hu/browse.phtml?f=download&id=248442

 

A sua escala de valores

Seus sonhos e você

Este é um ótimo exercício para que você promova um autoconhecimento que poderá lhe indicar valores enraizados e forças motivadoras que o orientam. Começa com a lembrança de sua infância e adolescência (para quem já tem mais de 25 anos, pelo menos). Para ilustrar vou falar de mim. Lembro que fascículos em formato de livros e gibis mensais eram publicados contando a história de Huguinho, Zezinho e Luizinho, os 3 famosos sobrinhos de Pato Donald. As histórias que eu mais lia e relia era deles 3 no papel de “escoteiros-mirins”. Eu adorava essa temática. Eu era fascinado pelas “medalhas” que eles recebiam ao fazer um ato heróico ou de destaque, pela vida no campo e em contato com a natureza e com todas as aventuras que dali decorriam. Ferramentas como o manual do escoteiro-mirim e o canivete suiço, eram amplamente utilizados e consultados em todas as histórias. A mochila nas costas, a corda e o cantil também eram signos de todas as aventuras dos 3 sobrinhos.

Passado mais de 30 anos, eu tento pegar a outra ponta deste extenso novelo de fio de lã e entender o que isso teve de impacto na minha vida. Antes dos 12 anos eu tinha todos os manuais e gibis dos escoteiros-mirins. Minha bisavó, hoje falecida, me presenteou com a minha primeira mochila de acampamento de lona verde-musgo. Depois dos 12 anos entrei oficialmente em um Grupo Escoteiro. Quando adolescente, durante as aulas, eu desenhava nos cadernos um auto-retrato meu, com farda completa de escoteiro, cheio de “medalhas” (especialidades, na linguagem correta). Durante uns 13 anos eu fui de escoteiro a chefe sênior. Fiz todas as aventuras vinculadas a natureza que eu quis. Foram épocas memoráveis. Ao abandonar o movimento escoteiro próximo de me formar e seguindo uma profissão que me exigia muitas viagens, ainda carrego comigo esta vida com espírito aventureiro.

Hoje me visto com uma marca apenas, a Timberland (veja meu post sobre isso). Tenho botas, sapatos, meias, cintos, relógios, calças, bermudas, camisas, camisetas, casacos, blazers, mochilas e por ai vai. Estou comprando um jipe para comportar melhor este meu estilo de ser. De um gibi, a uma compra de um jipe e escolha de uma grife. Como meu destino foi “moldado” por estas paixões de infância. Até hoje guardo os manuais de escoteiro-mirim. Acho que vou dar para meus filhos quando chegar a época.

Agora, vamos analisar outro aspecto. Em geral, quando criança eu era tímido, ou melhor, excessivamente travado. Tinha vergonha de tudo. Então eu encontrei os livros. Ou os livros me encontraram. Dos meus primeiros anos de estudo até os últimos de graduação, eu costumava ficar muitos intervalos entre as prateleiras da biblioteca. Não importava muito o assunto, eu pesquisava. Retirava por semana 15 livros (até hoje não entendi esse ponto). Sentia aquele cheiro de livro antigo e de vez em quando folheava um volume mais velho que eu, o tempo passava e a aula começava. Lembro que meus pais, neste e em tantos outros pontos, me incentivavam muito. Em todo o aniversário e Natal, se eu recebia roupas eu ficava com aquela cara de quem não gostou, mas se tivessem me dado algum livro, isso sim me alegrava demais. Chegava da escola, almoçava e pegava uma história de ficção, de detetive, e lia inteiro naquela tarde. Aprendia e me divertia muito e o tempo que eu passava ali, ao lado dos livros, era um imenso prazer. Agora, passados mais de 25 anos, quando fui comprar um outro apartamento, antes de pensar no “recanto do guerreiro” (a churrasqueira, como define o comercial), eu pensei na biblioteca para colocar mais de 3.000 livros que possuo. E continuo comprando uma média de 10 livros por mês. Mais um traço da infância que de certa forma determina parte do meu consumo atual.

Por fim, quando criança, muito por gostar da natureza, adorava animais. Hoje possuo 2 cães em casa e diariamente alimento em minha área 30 passarinhos da rua, livres para ir e vir. Possuo muitas plantas em casa que dedico pelo menos 15 minutos todo o dia para cuidados, como poda e rega. Diversas frentes que determinam o meu consumo hoje, nasceram na infância e foram nutridas ao longo de uma vida. Seu eu ficar pensando eu encontraria centenas destas “trilhas” de consumo na minha história. E você, consegue identificar isso na sua vida?

OBS.: Hoje ainda possuo um canivete suiço em meu chaveiro (não tinha revelado isso ainda).

 

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Seus sonhos e você

Eu não sou falso!

Antes de evoluirmos no texto, saliento que este é mais um post meu que levanta o tema confiança e a sua relação com negócios e vendas. Vou explicar o motivo mas antes eu tenho que confessar uma coisa a todos. Eu assisto o BBB! Pronto, falei! Mas o que isso tem de relação com o tema confiança? Tem muito, e vamos ver o que, por uma ótica simples. Não é mistério para nós que vivemos em grupo, em comunidade, em sociedade. Esta sociedade define regras, leis e maneiras de se comportar ditas verdades. O que não estiver dentro destes padrões é falso. Nada mais surpreendente e repetitivo (sim, repetitivo pois aconteceu em todas as edições do BBB e em todas as eras históricas de nossa sociedade) que isso também ocorra dentro de um confinamento “forçado”, por 3 meses, com pessoas diferentes. Observar isso é como ver o surgimento de uma nova sociedade, pois cada um carrega esta nova cultura com um pouco de sua bagagem e depois de 30 dias (geralmente este é o tempo real no BBB), as amizades, mesmo que superficiais, se reforçam em laços de ajuda e sobrevivência. Como em uma prisão, você escolheu o seu lado. Quem não escolhe lado, não faz o que todos do seu grupo fazem, não age de acordo com esta cultura de uma emergente “gangue”, é acusado do maior dos crimes que pode alguém, nestas condições, ser julgado: a falsidade. “Você é falso” é um tiro na nuca quando disparado publicamente em um jogo de massa como o BBB. Também o é em uma vida caótica mas social como a nossa. Nos últimos anos, a mídia social veio para ser o amplificador desta idéia e o consumidor ganhou força, pois pode dizer para todos e quando quiser que uma empresa é falsa, ou seja, não entrega o combinado.

Agora pense em sua vida como um jogo. Sim, TODA a sua vida como um único jogo. Com início, meio e fim. Com erros e acertos. Este jogo pode ser muito semelhante ao BBB. Um dia você foi apresentado a algumas pessoas, estudou com outras que te apresentaram a outras. E por ai vai. Hoje você pode ter poucos ou algumas dezenas de pessoas amigas e talvez centenas de conhecidos (aqueles que sempre que você encontra você o cumprimenta e sabe apenas que ele trabalha na empresa XYZ). Alguns poucos, talvez, você confie cegamente. Alguns outros tantos talvez você não dê as costas, pois não confia nem por um minuto. E tem aqueles que ainda você não classificou, pois você não se relacionou com eles o suficiente para saber o lado que eles estão. O lado das suas idéias, de aderência cultural e de valores ou o lado dos outros, não importa que idéias e valores defendam. Então no primeiro grupo você coloca as pessoas em quem confia e no segundo (e até num terceiro grupo) as demais, que envolve as neutras e aquelas em quem você já sabe que não dá para confiar. Pelas mesmas razões, em um jogo como BBB, popular e de televisão aberta, as pessoas se agrupam. E ao se agrupar, fazem coisas que julgam corretas para se defender e sobreviver as regras de mercado impostas. Nossa vida também é assim. Você se agrupa. Em sua empresa você não se dá bem com todos. Você não conta sua vida íntima no restaurante em um microfone. Você conta para aqueles poucos selecionados que você confia. Que estão do seu lado. Aprenda a jogar com estas regras e evite os paredões da vida.

Pense um pouco em algumas situações comuns da nossa vida como empresário, empreendedor ou profissional de empresa (pelo lado pessoal existem inúmeras outras situações possíveis de se imaginar):

– Quando você vai a uma entrevista de emprego você se preocupa muito com a aparência que quer causar ao primeiro instante. Geralmente toma banho e coloca um dos seus melhores trajes. Você quer causar confiança!

– Quando você ouve alguém falar em público, um palestrante, você lê o currículo dele, estuda um pouco sobre o cara, pergunta para quem já o conhece, presta atenção a sinais de como se veste e como se comporta, e somente depois de um extenso check list, inconsciente muitas vezes, você se permite realmente a ouvir o que ele tem a dizer. Você quer ouvir idéias de quem você confia.

– Quando você precisa de um dinheiro para o seu fluxo de caixa, está em um aperto financeiro, mesmo que passageiro, você vai ao banco. Você negocia e apresenta os melhores argumentos. Você quer passar confiança, condições de pagamento do empréstimo, para alguém que você sabe que é treinado para desconfiar das pessoas e testar a sua confiança. Você quer transmitir confiança em sua melhora financeira.

– Enfim, pense na venda de um projeto, na demonstração de produtos, no seu discurso em um evento, no momento em que você é apresentado a um potencial cliente, entre outras tantas situações profissionais. Em todas, você quer transmitir confiança. Você quer parecer confiável e quer que as pessoas confiem em você. E certamente o pior insulto profissional que você poderá receber é: “você é falso!”.

Pense agora nas pessoas que você confia? Que características elas possuem? Como agem? Como construíram esta confiança com você? De todas as competências profissionais, seja de um dono de empresa ou de um vendedor, a confiança é aquela que precisa de tempo para ser adquirida. Em uma mesma profissão e cargo, talvez você precise de alguns anos para que todos confiem em você. Por isso muitos fracassam ao vender um produto ou atuar como vendedores profissionais (lembro que todos nós vendemos algo diariamente). Não investem o tempo e os recursos suficientes na relação para que a confiança seja estabelecida. Você não compra a confiança, você a conquista.

Pense nisso e veja como melhorar a confiança que você quer que os outros tenham em você.

 

PS.: Hoje é noite de paredão no BBB. E amanhã, acabou o carnaval. É dia de paredão em sua vida. Construa a sua confiança e frequentemente avalie os seus pensamentos, para saber se você vai voltar ou sair da “casa”, em um destes paredões que estão no seu caminho.

 

Outro Post sugerido, de minha autoria:

– Você tem uma chance de me conquistar!

 

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– Um olhar atento de consultor e analista de mercado

 

Eu não sou falso!

Empurre o gordo da ponte e salve 5 vidas!

Hoje, quero falar sobre ética, justiça e moral. Não são tópicos fáceis de serem discutidos, porém todos nós falamos diariamente sobre eles. Conseguimos claramente enumerar políticos e cidadãos que são imorais, corruptos e injustos, mas dificilmente conseguimos olhar para nós mesmos e observar as nossas atitudes e perceber quão injustos e corruptos nós também somos.

Agimos errado pelo menos uma vez ao dia. Todo mundo faz alguma coisa errada todos os dias, e a desculpa é que o nosso erro talvez não seja tão ruim quanto o do outro. Ou seja, estamos agora tabelando, nivelando, o quão ruim um erro é a fim de não nos sentirmos tão culpados com o nosso erro.

Há algumas semanas, assisti um vídeo que acabei usando em aula com alguns alunos e, que não saiu da minha cabeça desde então.

michael_sandel_what_s_the_right_thing_to_do.html

Nesse vídeo, o professor Michael Sandel discute o lado moral do assassinato em sua aula de justiça em Harvard. O vídeo é longo, mas vale cada segundo. Logo nos primeiros momentos, ele apresenta a seguinte situação:

Imagine que você está dirigindo um bonde e que esse bonde esteja sem freios e por isso, está descontrolado. No caminho do bonde encontram-se 5 trabalhadores que inevitavelmente serão mortos por ele. Em um caminho lateral, tem apenas 1 trabalhador na pista. A única coisa que funciona no bonde é a direção. Você viraria a direção do bonde a fim de matar somente 1 pessoa e salvar as outras 5? O que você faria?

Não se preocupe, não tem resposta certa. Se você escolheu virar e matar somente 1 pessoa, você fez a escolha mais comum, pois de acordo com a maioria das pessoas, é preferível matar 1 e salvar 5 do que matar 5 a salvar 1. Outros optam por matar os 5, pois esse era o curso original do bonde. Ok, vamos continuar com esse experimento.

Imagine agora que você não está dirigindo o carrinho, mas sim, observando o bonde descontrolado indo em direção aos 5 trabalhadores. Você está em uma ponte observando a situação e ao seu lado tem um homem gordo se pendurando para olhar o acontecimento. Você jogaria o gordo da ponte para que ele caísse sobre o bonde e assim evitasse de matar os 5 trabalhadores? Sim ou não?

A lógica é a mesma, matar 1 para que 5 sobrevivam. Quem escolheu a opção um na primeira parte do exercício manteve a opção agora? Geralmente muitos mudam a sua escolha, pois agora a opção parece mais pessoal, você estará matando com as próprias mãos. Alguns permanecem com a mesma resposta, embora se sintam um pouco mais desconfortáveis.

O exercício continua com uma mudança de cenário. Imagine agora que você é um médico/a e que no seu hospital 5 pacientes precisam urgentemente de um transplante de órgãos para sobreviver. Nisso, entra um paciente saudável para realizar um check-up. Você mataria o paciente para salvar a vida dos outros 5? Bom, a situação ficou mais difícil, mas a lógica é a mesma, certo?

O que o professor quis mostrar, é que não é tão fácil assim discernir o que é certo e errado, nem julgar quem toma uma decisão em determinado momento. A lógica pode ser a mesma, mas a situação muda, e por isso, nos comportamos diferentemente. Muitas vezes pensamos nas consequências morais dos atos e são por elas que nos baseamos. No entanto, nos casos mais complicados (como no exemplo do homem gordo na ponte ou do paciente inocente fazendo um check-up), pensar somente nas consequências (matar 1 para salvar 5) não é suficiente. Ao invés de pensar na consequência do ato, colocamos a moralidade no que é certo ou errado e, nos nossos deveres.

Lembrei muito desse vídeo indo para o trabalho essa semana. Em dois momentos na estrada é comum motoristas furarem a fila da sinaleira a fim de economizarem tempo e não ficarem lá no final da fila. Isso me incomoda muito. Fico me questionando se essas mesmas pessoas que furam a fila no sinal, furam a fila do cinema, no mercado, no banco, etc…

Acho pouco provável que as pessoas que cometam essa “imoralidade” façam o mesmo em outros locais. Por que será que ali é menos pior? Será que é pelo fato de estarem ocultas pelos seus carros, ou porque na escala de erros esse é menos pior?

No nosso dia a dia quantas coisas erradas nós fazemos, pois nos ocultamos da visão reprovadora do outro? Seja nos ocultando com o uso do carro, pelo cargo que ocupamos, ou com os famosos, você sabem com quem está falando? Você sabe quem é meu pai? Quantas coisas nós fazemos errado porque no final das contas na nossa tabela de erros não colocamos aquele erro como um erro tão ruim?

Não sei quanto a vocês, mas esse vídeo me fez pensar muito. Não sou perfeita, mas estou revendo muita coisa na minha vida.

Aline Jaeger
@aline_jaeger
Pensadora Mercadológica

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Empurre o gordo da ponte e salve 5 vidas!

Já somos a ausência que seremos

Dica de gestão 136 de 300: Já somos a ausência que seremos

A minha jornada ainda pode ser considerada que está no início, mas tenho convicção que não sei muita coisa, que tenho muito a aprender. O aprendizado e a mudança farão parte desta minha caminhada em busca de conhecimento, sabedoria, conquistas e resultados. Uma vida com significado é parte de minha busca. No meu post “O treino nosso de cada dia“, escrevi a seguinte passagem, que resolvi trazer novamente para a reflexão:

“…Lutem e lute novamente, até cordeiros virarem leões“. Naquela época, onde as fronteiras do mundo estavam sendo desenhadas e a idade média do ser humano era em torno de 40 anos, lutar em guerras era algo normal e esperado de um homem (até mesmo crianças com mais de 10 anos). Estas pessoas representavam povoados, com seus brasões, ritos, mitos, culturas, línguas. Estes homens lutavam por suas famílias, pois se perdessem sabiam o que suas mulheres e crianças iriam sofrer. Eles brigavam por justiça e por liberdade. Eles tinham uma causa, que valia mais do que a própria vida. Eles tinham um nome a honrar e a perpetuar.

Em muitos trechos da história mundial, de “Alexandre o Grande”, passando por “Coração de Leão” e indo além, notamos que o rei participava da linha de frente das batalhas. Ele discursava aos seus soldados e dando um exemplo corria ao combate com seu cavalo. “Vida longa ao rei“, gritavam seus súditos em direção a morte anunciada. Tinham realmente uma CAUSA E UM EXEMPLO A SEGUIR.

E retomo a este tema pois fui provocado por um exercício que nós tínhamos que imaginar nosso próprio velório e funeral. Continue reading “Já somos a ausência que seremos”

Já somos a ausência que seremos

Geração Y: o mundo seria melhor sem eles?

Dica de gestão 135 de 300: Geração Y: o mundo seria melhor sem eles?

O texto é polêmico para quem nasceu a partir de 1980 e, principalmente, para aqueles que compartilham de ideais tão mal entendidos quanto o típico médio cidadão da geração Y. Se você se enquadrar num destes casos, não perca tempo, não leia mais. Você não vai gostar, vai bloquear qualquer informação e continuará sua vidinha do jeito que vais levando.

O título deste post eu ouvi de um empresário que emprega talvez uns 150 profissionais da geração Y, quase todos eles ainda em cargos iniciais na organização. Variações desta “frase-título”, umas bem piores que nem podem serem ditas neste post, são comentadas por muitos outros empregadores. Muitos empresários decidiram pelo mais fácil, que é não contratar mais jovens geração Y ou contratar apenas para o trabalho que é possível adestramento. Nos demais cargos, vamos trazer de volta os mais velhos. Isso se comprova por estatísticas de empregabilidade, onde nos últimos anos muitos “pseudo-aposentados” pela geração Y estão retornando sob uma salva de palmas aos seus postos. Mas tirando a polêmica acusatória sobre a geração Y, este texto trata sobre valores e sobre doação. E isso ainda falta muito para esta geração. Obviamente que temos pessoas distintas em qualquer geração, como é o caso do meu amigo Fabio Buss (@fabiobuss), típico geração Y mas com fortes e bem estruturados valores pessoais. Eu que o conheço, sei que tem um caráter digno, valores familiares, espirituais e de trabalho elevados. E isso é demonstrado no seu currículo e realizações (então, se você é da Geração Y, fique calmo, tem exceções e tem esperança). E também tenho amigos empresários de 60, 70 anos ou mais, muito conectados no mundo e mais mente aberta do que qualquer geração Y que exista hoje vagando pelo planeta sem direção. Mas em ambos os casos, o que se verifica é um profissional com atitudes e competências atualizadas para o momento, mas com forte base de valores. Diferentes da maioria da Geração Y. Como um pensador mercadológico, que observa mercado, interage e decide hoje em dia, tenho que escrever este alerta para esta geração. São coisas não ditas abertamente, mas que influenciam os bastidores. São coisas não declaradas mas que existem. São coisas que podem “travar” um pouco a Geração Y se algo não for feito a tempo. Durante muito tempo na nossa história o humor foi usado para dizer o que era perigoso ser dito abertamente. Hoje, isso retornou. Se pegarmos o vídeo abaixo, notaremos como o humor está sendo usado para esculachar os valores defendidos pela geração Y. E isso forma opinião, pois em pouco mais de 3 meses, já foi visto por mais de 250 mil pessoas.

Mas enfim, o que forma uma geração? (clique no leia mais)

Continue reading “Geração Y: o mundo seria melhor sem eles?”

Geração Y: o mundo seria melhor sem eles?

Seja você mesmo, mas não seja sempre o mesmo

Dica de Gestão  131 de 300: Seja você mesmo, mas não seja sempre o mesmo

Em 04 de março de 1974 nascia Gabriel Contino, mais conhecido por Gabriel o Pensador. Um dos mais famosos rappers brasileiros e talvez o mais famoso nascido na classe média brasileira. Em 1993 lançou o seu primeiro disco e apresentou a sua marca ao mercado. Em 2001, depois de alguns álbuns e sucessos, lança o seu disco “Seja você mesmo, mas não seja sempre o mesmo”. Este título me persegue há anos, pois acho uma excelente reflexão e sempre quando o leio eu penso um pouco. O que eu gostaria de mudar em mim? O que está legal e não precisaria de mudança nenhuma? E por aí vai uma série de questionamentos.

Mas a grande questão é quando e como mudar. Pense na última vez que mudaste algo na sua vida de forma definitiva. Era algo simples ou algo bastante relevante? Quando você vai a um curso de curta duração tenta conhecer o máximo de pessoas possíveis ou no máximo os que estão ao redor de você? Costuma sentar um dia em cada lugar ou senta sempre no mesmo local? Costuma ler diversos gêneros de livros ou sempre o mesmo tipo? Tem um hábito de trabalho fixado e nem pensa muito no que tem que ser feito no dia seguinte? Está satisfeito com os resultados que obtém ou gostaria de ser mais culto, mas rico, mais feliz, mais saudável, mais bonito, mais sociável, mais livre ou mais alguma outra coisa que você tanto deseja?

Em um curso que fiz recentemente, parte dos meus questionamentos foram respondidos. Continue reading “Seja você mesmo, mas não seja sempre o mesmo”

Seja você mesmo, mas não seja sempre o mesmo

O cliente vem mesmo em primeiro lugar?

A posição de destaque do cliente parece ser clichê nos mantras empresariais. Seu lugar está sempre em destaque, seja nas belas frases dos valores centrais ou da política da qualidade. Tornou-se politicamente correto fazer a reverência a quem garante os negócios, a receita e os resultados. Mas será que isso se traduz na prática, ou seja, o cliente realmente vem em primeiro lugar?

Sugiro refletir rapidamente sobre as últimas experiências de consumo e tentar relacionar as positivas, quando seus desejos foram atendidos ou superados, e as negativas, quando algo deu errado em qualquer etapa do processo. Invariavelmente as pessoas lembram com maior facilidade do segundo caso. Isso acontece sobretudo porque as promessas que somos “os mais importantes para a empresa” nos criam a expectativa em igual intensidade que isso é verdadeiro. Do outro lado, as empresas sabem que devem ser guardiãs do resultado e do retorno do investimento. Assim entregam apenas parte da promessa. Bob Fifer, autor de cabeceira da diretoria da ABInBev, prega a disciplina espartana dos custos. Entre suas máximas está: “Maximizar a satisfação do cliente é uma platitude… Se você quiser mesmo maximizar a satisfação do cliente, reduza seu preço a zero ou dê a ele uma viagem grátis ao Havaí…”

O enfoque é provocador, pois maximizar necessita de parâmetros. E para ajustarmos essa equalização é preciso compreender quem é o cliente e o que é mais importante para ele (veja O Alto Custo dos Preços Baixos). Aqui batemos nos paradigmas, verdadeiros muros entre as duas visões (cliente e empresa) que são erguidos. Você já parou para pensar porquê as assistências técnicas das concessionárias de automóveis estão abertas somente nos horários mais inconvenientes para o cliente? E quando seriam horários adequados (à noite ou ao meio-dia), por não precisar do carro ou por ser mais fácil deixá-lo lá, elas estão fechadas? Quando uma decisão dessas é tomada (e mantida) quem está em primeiro lugar? O cliente com certeza não. Esse é apenas um exemplo, junto a milhares de outros, comprovando o abismo entre o quadro na parede da recepção e a real entrega ao cliente.

Do ponto de vista do cliente é a nítida a visão que uma série de empresas, de pequenos estabelecimentos até mega corporações sofrem de uma síndrome terrível. Tal qual aquele pobre personagem de Robin Williams em Desconstruindo Harry, (Woody Allen – 1997), esses negócios aos nossos olhos parecem completamente fora de foco. E o problema não está na nossa visão ou nas lentes pelas quais enxergamos. O problema está lá dentro.

Tenho insistido nesse ponto, pois percebo que por mais que estejamos atingindo outros níveis de relação entre empresas e clientes, alguns temas primários estão falhando. Relacionamento, interatividade, maior poder de informação, co-criação são elementos presentes e com alto potencial de mudar o mundo dos negócios rapidamente nos próximos anos. Mas que tal as empresas fazerem o básico antes? Entender melhor as necessidades do seu cliente e ajustar seus processos para satisfazê-lo com foco, sem deixar o lucro de lado, é claro!

Felipe Schmitt Fleischer

@fsf11

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O cliente vem mesmo em primeiro lugar?

Dica de gestão 87 de 300: O treino nosso de cada dia!

DICA DE GESTÃO 87 DE 300: O treino nosso de cada dia!

Lance Armstrong! Este nome diz algo para você? Quem conhece um pouco sobre esportes, principalmente ciclismo, saberá a resposta. Seu grande feito foi ter vencido uma das provas mais duras do ciclismo, o Tour de France. Por sinal, ele venceu 7 vezes. É um grande atleta. Mais incrível do que isso, é como ele prepara a sua mente e o seu corpo para competir. Acham que ele possui uma bela estrutura com os últimos equipamentos a disposição? Muito engano. Coisa simples, em sua casa, com um personal, muita vontade, dedicação e disciplina. Neste link vocês verão uma série de exercícios executados pelo próprio Lance, em sua casa.

Ele é um campeão, POR QUE TREINA  MUITO. Condiciona mente e corpo e coloca tudo em alinhamento com o seu conjunto de metas. Sua capacidade de recuperação e concentração é tanta que conseguiu vencer um incrível mal que lhe abateu por algum período. Aos 25 anos, depois de perceber uma grande inflamação na virilha, começar a vomitar sangue, o diagnóstico: câncer nos testículos e mais dois tumores, do tamanho de bolas de golfe, no pulmão e no cérebro. Os médicos deram, com otimismo, 40% de chance de sobreviver. Isso foi em 1996.

Seu grande patrocinador, cancelou o contrato. Vendeu bens e quase a casa, mas passados um pouco mais de 2 anos de tratamento, voltou as pistas e em 1999 venceu mais uma vez o Tour de France.  Estava curado. Correu e ainda se aventura em algumas corridas, mesmo já tendo anunciado sua aposentadoria. Não consegue ficar parado! Em uma entrevista, ainda doente, afirmou: “Enganaste-te na pessoa ao escolheres um corpo para viver, cometeste um erro porque escolheste o meu

Agora, dando uma guinada para o nosso mundo organizacional, algumas perguntas inquietantes:

1. Que tipo de treinamento nós fazemos para afiar nossa mente e corpo para o nosso trabalho?

2. Que tipo de metas temos estabelecidos para nós mesmos?

3. E quais aquelas super-metas, aquelas que transcendem até mesmo os mais desfavoráveis prognósticos?

4. O que nos motiva a acordar cada dia?

Ontem tive contato com uma frase que fecha bem com isso. É um ditado da época da idade média, que em suma diz que devemos lutar e persistir pela nossa causa.

Lutem e lute novamente, até cordeiros virarem leões“. Naquela época, onde as fronteiras do mundo estavam sendo desenhadas e a idade média do ser humano era em torno de 40 anos, lutar em guerras era algo normal e esperado de um homem (até mesmo crianças com mais de 10 anos). Estas pessoas representavam povoados, com seus brasões, ritos, mitos, culturas, línguas. Estes homens lutavam por suas famílias, pois se perdessem sabiam o que suas mulheres e crianças iriam sofrer. Eles brigavam por justiça e por liberdade. Eles tinham uma causa, que valia mais do que a própria vida. Eles tinham um nome a honrar e a perpetuar.

Em muitos trechos da história mundial, de “Alexandre o Grande”, passando por “Coração de Leão” e indo além, notamos que o rei participava da linha de frente das batalhas. Ele discursava aos seus soldados e dando um exemplo corria ao combate com seu cavalo. “Vida longa ao rei“, gritavam seus súditos em direção a morte anunciada. Tinham realmente uma CAUSA E UM EXEMPLO A SEGUIR.

Hoje em dia, vejo que muitas empresas são pobres de valores, rituais, cultura, misticismo, disciplina e ambição em defender uma causa e dar um exemplo digno a seguir, para que seus funcionários façam algo mais do as 8 horas exigidas de trabalho, que se resumem, as vezes, a muito menos compromisso do que esta carga horária.  Estão presentes de corpo mas não de alma. Não carregam nosso símbolo no escudo. Nem mesmo carregam escudo. De tão fraco de raízes estas empresas sucumbem ao vento. Onde foi que perdemos isso? Onde perdemos o brio de viver e brigar por algo maior? Onde foi que tudo se resumiu a dinheiro? Onde foi que esquecemos nossa causa e temos, devido a  isso, dificuldade para se desamarrar das cordas invisíveis que nos prendem na cama quando o despertador toca? Onde foi que perdemos nossa alma, e durante o expediente da batalha do dia, estamos pensando em nossas férias ou como seria diferente a nossa vida se, se, se, se, se, se, se,…..  e por ai vai inúmeras e infindáveis condicionantes para nosso conforto psicológico.

SERÁ QUE ESTE BRIO, ESTA CAUSA, ESTA ALMA, TEM QUE NOS SER DEVOLVIDA? Será que houve um ladrão? Ou será que simplesmente a entregamos a alguém em troca de um trabalho que não seja muito complicado e que nos pague um pouco para viver todo mês?

Se decidirem recuperar o que julgo que perderam, e que ninguém roubou, simplesmente decidam. E ao decidir, montem o seu plano de treinamento. Lutem e lute novamente….. Hoje receberam um diagnóstico de morte. Amanha, decidam pela vida! … até cordeiros virarem leões!

Até a próxima dica

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Gustavo Campos

http://www.focal.com.br

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