Seus sonhos e você

Este é um ótimo exercício para que você promova um autoconhecimento que poderá lhe indicar valores enraizados e forças motivadoras que o orientam. Começa com a lembrança de sua infância e adolescência (para quem já tem mais de 25 anos, pelo menos). Para ilustrar vou falar de mim. Lembro que fascículos em formato de livros e gibis mensais eram publicados contando a história de Huguinho, Zezinho e Luizinho, os 3 famosos sobrinhos de Pato Donald. As histórias que eu mais lia e relia era deles 3 no papel de “escoteiros-mirins”. Eu adorava essa temática. Eu era fascinado pelas “medalhas” que eles recebiam ao fazer um ato heróico ou de destaque, pela vida no campo e em contato com a natureza e com todas as aventuras que dali decorriam. Ferramentas como o manual do escoteiro-mirim e o canivete suiço, eram amplamente utilizados e consultados em todas as histórias. A mochila nas costas, a corda e o cantil também eram signos de todas as aventuras dos 3 sobrinhos.

Passado mais de 30 anos, eu tento pegar a outra ponta deste extenso novelo de fio de lã e entender o que isso teve de impacto na minha vida. Antes dos 12 anos eu tinha todos os manuais e gibis dos escoteiros-mirins. Minha bisavó, hoje falecida, me presenteou com a minha primeira mochila de acampamento de lona verde-musgo. Depois dos 12 anos entrei oficialmente em um Grupo Escoteiro. Quando adolescente, durante as aulas, eu desenhava nos cadernos um auto-retrato meu, com farda completa de escoteiro, cheio de “medalhas” (especialidades, na linguagem correta). Durante uns 13 anos eu fui de escoteiro a chefe sênior. Fiz todas as aventuras vinculadas a natureza que eu quis. Foram épocas memoráveis. Ao abandonar o movimento escoteiro próximo de me formar e seguindo uma profissão que me exigia muitas viagens, ainda carrego comigo esta vida com espírito aventureiro.

Hoje me visto com uma marca apenas, a Timberland (veja meu post sobre isso). Tenho botas, sapatos, meias, cintos, relógios, calças, bermudas, camisas, camisetas, casacos, blazers, mochilas e por ai vai. Estou comprando um jipe para comportar melhor este meu estilo de ser. De um gibi, a uma compra de um jipe e escolha de uma grife. Como meu destino foi “moldado” por estas paixões de infância. Até hoje guardo os manuais de escoteiro-mirim. Acho que vou dar para meus filhos quando chegar a época.

Agora, vamos analisar outro aspecto. Em geral, quando criança eu era tímido, ou melhor, excessivamente travado. Tinha vergonha de tudo. Então eu encontrei os livros. Ou os livros me encontraram. Dos meus primeiros anos de estudo até os últimos de graduação, eu costumava ficar muitos intervalos entre as prateleiras da biblioteca. Não importava muito o assunto, eu pesquisava. Retirava por semana 15 livros (até hoje não entendi esse ponto). Sentia aquele cheiro de livro antigo e de vez em quando folheava um volume mais velho que eu, o tempo passava e a aula começava. Lembro que meus pais, neste e em tantos outros pontos, me incentivavam muito. Em todo o aniversário e Natal, se eu recebia roupas eu ficava com aquela cara de quem não gostou, mas se tivessem me dado algum livro, isso sim me alegrava demais. Chegava da escola, almoçava e pegava uma história de ficção, de detetive, e lia inteiro naquela tarde. Aprendia e me divertia muito e o tempo que eu passava ali, ao lado dos livros, era um imenso prazer. Agora, passados mais de 25 anos, quando fui comprar um outro apartamento, antes de pensar no “recanto do guerreiro” (a churrasqueira, como define o comercial), eu pensei na biblioteca para colocar mais de 3.000 livros que possuo. E continuo comprando uma média de 10 livros por mês. Mais um traço da infância que de certa forma determina parte do meu consumo atual.

Por fim, quando criança, muito por gostar da natureza, adorava animais. Hoje possuo 2 cães em casa e diariamente alimento em minha área 30 passarinhos da rua, livres para ir e vir. Possuo muitas plantas em casa que dedico pelo menos 15 minutos todo o dia para cuidados, como poda e rega. Diversas frentes que determinam o meu consumo hoje, nasceram na infância e foram nutridas ao longo de uma vida. Seu eu ficar pensando eu encontraria centenas destas “trilhas” de consumo na minha história. E você, consegue identificar isso na sua vida?

OBS.: Hoje ainda possuo um canivete suiço em meu chaveiro (não tinha revelado isso ainda).

 

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Gustavo Campos

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Gustavo Campos, administrador por formação, empreendedor por natureza. Muito estudioso, leitor voraz, odeia falar ao telefone. Gosta de tecnologia, apesar de se incomodar em pagar mais caro por ser um dos primeiros a comprar algo. Geek por estilo de vida, sempre está conectado, não sabendo o que seria de sua vida sem notebook, smartphones, tablets, Moleskine e uma boa conexão Wi-Fi com a Internet. Ambicioso, não alcançou ainda nem o início do que quer desta vida. Professor apaixonado pela vida e por sua família, dono do Max e da Pink, o casal de Yorkshires mais famosos da cidade.

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Principais fontes consultadas para este artigo:

– Minhas experiências pessoais e profissionais

– Um olhar atento de consultor e analista de mercado

Seus sonhos e você

Pergunta de final de semana: Sua empresa tem uma cultura e valores centrais que o motiva a trabalhar?

Na edição de novembro e dezembro de 2011, da revista de gestão HSM Management, foi apresentado na seção Pensamento Nacional o estudo realizado por estudiosos no Batalhão de Operações Especiais do Rio de Janeiro – BOPE sobre sua cultura e seus valores centrais. Estes elementos de gestão, são tidos como os mais determinantes da força deste grupo, que hoje recebe equipes de policias especiais de todo o mundo, inclusive a famosa SWAT e equipes de forças especiais de Israel. Todos vem aprender o que o BOPE tem e como desempenha suas missões com uma alta excelência operacional. Sucesso é atingido. Poucas baixas ao longo das décadas de atuação deste seleto time. Para entrar no BOPE, você passa por uma seleção muito rigorosa. Quando você acha que o pior já passou e você foi um dos poucos que conseguiu passar pelo período de seleção, é que a coisa começa. ‘Treinamento duro, combate fácil” e “Missão dada é missão cumprida”, são alguns dos inúmeros mantras que estão pintados nas paredes da organização e repetidas em quase todo o discurso ao redor de uma mesa de café desta organização. Seus membros se orgulham de pertencer a esta organização e apesar da iminente e constante ameaça a vida de cada um, todos querem fazer parte da ação. Levantar para ir para o trabalho não é um fardo, é um desejo. Com uma estrutura rígida e uma cartilha de valores e princípios forte, a cultura predominante é a do sucesso, que não existe desafio que não possa ser inteligentemente vencido, não importa o esforço. Por isso, ilustra as páginas de uma das principais revistas de gestão do mundo, a HSM, e também tem em um de seus mais antigos colaboradores, um dos mais solicitados e bem pagos palestrantes do Brasil para convenções organizacionais. Todas as empresas querem ser um pouco BOPE. Mas será que querem pagar o preço para cruzar a linha em direção a esta excelência operacional? Na sua empresa, ou em outras que você convive ou acompanha, os valores centrais e a cultura organizacional são elementos presentes e motivadores no dia a dia da empresa? O que fazer para se alcançar este estágio nas empresas?

 

Pense, reflita, discuta e escreva sua opinião.

Bom final de semana

Gustavo Campos

Publisher do Pensador Mercadológico

Pergunta de final de semana: Sua empresa tem uma cultura e valores centrais que o motiva a trabalhar?