O nosso maior ativo

Acredito que um dos maiores ativos de qualquer pessoa, independente de profissão, em uma sociedade, seja a palavra dada. No âmbito profissional isso é mais sério ainda. Na área de vendas então é crucial. Construiremos ou não uma boa reputação em nossa carreira sobre as nossas palavras proferidas. Dizer que algo será feito e entregue é no mínimo algo que deva acontecer. Nada mais nefasto para acabar com a credibilidade de uma pessoa do que ela dizer que pode contar com ela e depois não entregar a promessa. Quantas vezes já ouvimos a história de um cliente que reclama de que um vendedor prometeu isso ou aquilo para ele e não foi cumprido. Para vender tudo se promete, mas esquecemos que depois temos que entregar. Qual o resultado esperado de uma ação dessa? Será que pensamos que o cliente irá esquecer da conversa que teve conosco? Será que pensamos que ele não vai se importar se não cumprirmos com as promessas que fizemos? Muitas vezes acho que sim, que é esta a resposta que acreditamos. Nada mais enganoso.

Mas o contrário também é fabuloso. Um profissional de qualquer área, que aposta em construir uma carreira sólida, não importando de onde está começando, com base na sua credibilidade pessoal, não ficará nunca desempregado (ou sem serviço). Isso não significa ser bonzinho e aceitar tudo o que dizem, sem gerar atritos. Muito pelo contrário. Saber se posicionar e em alguns momentos ter que dizer coisas que ninguém mais tem coragem de dizer é um ato de construção de credibilidade. Quantas vezes nos pegamos aceitando situações ou não dizendo o que pensamos pois isso poderia ser entendido desta ou daquela forma pela chefia e lhe trazer sérias consequências? Você já vivenciou uma sala de reuniões onde todos não acreditam no projeto ou na liderança, mas mesmo assim ficam quietos e concordam com tudo? O resultado é que saindo da sala de reuniões nada é feito e tudo é boicotado. Quantas vezes nos desculpamos internamente por não dizer as coisas que devem ser ditas, argumentando que na empresa é esta a cultura, sempre foi assim e que é melhor neste momento da economia não falar nada?

Enfim, a busca de um caminho de credibilidade é construído no dia a dia, com ações, comportamentos, pensamentos e palavras positivas, orientadas para o resultado, contagiando tudo e a todos ao redor. Não adianta mais você ser o bom samaritano se não conseguir fazer com que o seu exemplo contagie todos que você tem contato. Existem cargos nas empresas para serem preenchidos por pessoas medíocres. Estas vagas, pelo que percebo, você coloca um medíocre e se ele não fizer o mínimo que se espera você troca pelo próximo da fila. Sempre existirão pessoas assim, que não querem se entregar pessoalmente a qualquer atividade profissional. São pessoas sem alma, que vagam pelo mundo. Já ouvi também que são as pessoas mais felizes, que aproveitam a vida e não se deixam escravizar. Mas nisso eu não quero acreditar. E tem as vagas que precisamos de pessoas com alma, 100% comprometidas com a causa e que devem transpirar os valores da empresa em direção a sua visão. Estas são raras, “mosca branca”, e se você conhecer ou identificar alguma na sua empresa, faça de tudo para retê-la.  Profissionais de vendas, de linha de frente e atendimento ao cliente devem ser todos estrelas. Nesta linha de profissões comerciais, os piores problemas encontrados, que normalmente impedem a construção de uma boa reputação, são:

– Falta de humildade: Profissionais orgulhosos, que acreditam em falsas crenças de que o que os levou até o patamar atual será suficiente para mantê-los lá. Não dão ouvidos para o novo e acham que são intocáveis.

– Falta de profissionalismo: Ainda acham que um bom relacionamento é suficiente para manter negócios constantes e crescentes nos dias de hoje. Vão acabar caindo devido a ações de um novato bem formado, que o seu orgulho todo não conseguiu mapear como risco.

– Falta de compromisso com a causa da empresa: O pensamento do tipo “meu escritório tem que faturar tanto e não quero nem saber o que a empresa precisa ou está me dizendo”. Ainda existem poucas empresas que permitem profissionais com este perfil em seus quadros, pela nocividade que plantam para o posicionamento da marca.

– Falta de treino: O vendedor preguiçoso, que até pode ter boa cabeça, mas procrastina o treino das novas competências que devem ser desenvolvidas, bem como as que possui hoje. Muitas vezes, quando isso é combinado com o orgulho por exemplo, faz com que o vendedor não treine uma nova competência pois ele julga que não é necessário para manter o seu desempenho.

Enfim, muitas outras causas poderiam ser listadas mas acho que estas acima compreendem as principais falhas. Talvez desta muitas outras derivem, mas saibam que quanto mais vocês resistirem a mudança, mais ela será dolorosa e mais caro ela lhe custará. Charles Darwin já afirmava que não são os mais fortes que sobrevivem, mas aqueles que mais rápido se adaptaram as mudanças. E você, vai mudar com dor ou sem dor? É você que escolhe. O momento não poderia ser mais propício para isso.

 

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Palavra de minhoca ou o velho fio do bigode?

 

Espero que tenha sido uma leitura útil e agradável.

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Principais fontes consultadas para este artigo:

– Minhas experiências pessoais e profissionais

– Um olhar atento de consultor e analista de mercado

O nosso maior ativo

Muitas vezes, em vendas, esquecemos dos pilares básicos…. e daí não vendemos!

Não sei quem você é.

Não conheço sua empresa.

Não conheço o produto de sua empresa.

Não sei o que sua empresa representa.

Não conheço os clientes de sua empresa.

Não conheço o histórico de sua empresa.

Não conheço a reputação de sua empresa.

Agora, o que você estava querendo vender-me?

 

As frases acima, em uma espécie de poesia de vendas, são creditadas a McGraw-Hill. Muitas vezes, ilustram seriamente o trabalho de um vendedor querendo obter resultados. Mas o final já é conhecido. Nenhuma ou pouca venda a ponto de lamentar por ter nascido. Sabemos que todo o processo comercial funciona dentro de um funil de vendas. Um funil de vendas demonstra o processo de uma venda, desde o planejamento e prospecção até o fechamento e pós-venda. Dificilmente conseguiremos resultados melhores se não ficarmos de olho no funil de vendas, sempre abastecendo o processo e mapeando em que fase cada cliente está. Existem muitos modelos de funil de vendas, mas entre tantos, podemos destacar as seguintes fases:

Preparação e planejamento: nesta fase o vendedor estuda a sua região e planeja a maneira como irá abordar o mercado. Verifica suas metas, distribui por cliente e visualiza o resultado final, detalhe por detalhe.

– Prospecção: Em uma realidade onde haja interesse de ampliação da carteira de vendas, este objetivo vira uma importante fase no processo, pois clientes em prospecção tomam bastante tempo para levá-los para a próxima fase. Caso a cobertura de clientes esteja plena na região, simplesmente monitora-se a abertura de novos clientes e o desempenho dos atuais, para ver se há a necessidade de substituição ou conquista do novo ponto aberto.

– Apresentação: Nesta fase temos certeza que o cliente prospectado necessita de nosso produto e está com desejo de ver o que temos a ofertar. É a fase da demonstração de vendas, onde se conta a história da marca e dos produtos / coleções e se apresentam todos os diferenciais.

– Negociação: O cliente estando encantado com o que viu na fase anterior, compra melhor, com convencimento, sem necessidade de um vendedor-empurra-produtos. Nesta fase também existe qualquer tipo de negociação por volume, condições especiais adquiridas e outros itens específicos da venda para este cliente. Muitas vezes por falta de preparo e habilidade perdemos vendas neste estágio.

– Fechamento: Após a negociação concluída, esta é a fase do aceite do cliente. Muitas vezes, já nesta fase, o cliente retorna a fase anterior solicitando mais alguma coisa. É um momento perigoso da venda e que necessita grande energia.

– Pós-venda: Fase quase que esquecida por todos os representantes. Poucos se destacam neste atributo e o que os fazem são muito diferenciados nas avaliações de equipes comerciais que faço no mercado.

 

Além do funil de vendas, temos que orientar todas as etapas e fases do planejamento da força de vendas. Coisa tão antiga que o vovô do marketing, Philip Kotler, deve se balançar na cadeira por empresas que ainda não dominaram estes pilares básicos. Mas lá vai:

Planejamento da força de vendas: Constituído das seguintes fases: Objetivos, Estratégia, Estrutura, Tamanho e Remuneração.

Administração da força de vendas: Constituído das seguintes fases: Recrutamento e seleção, Treinamento, Direção, Motivação e Avaliação

Desenvolvimento da força de vendas: Constituído das seguintes fases: Treinamento, Habilidades de negociação e Habilidades na construção de relacionamentos.

 

Enfim, temos que treinar os fundamentos e ver onde estamos errando ou sendo omissos. Resultados consistentes e duradouros se consegue com o domínio destes fundamentos.

 

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Principais fontes consultadas para este artigo:

– Minhas experiências pessoais e profissionais

– Um olhar atento de consultor e analista de mercado

– Livro Administração de Marketing de Philip Kotler

 

Muitas vezes, em vendas, esquecemos dos pilares básicos…. e daí não vendemos!

O check list do representante comercial

Eis aqui um check list muito útil para os profissionais de vendas. Geralmente, representantes comerciais são profissionais liberais que não enxergam o seu negócio como uma empresa. Entendem que devem vender o máximo, mas muitas vezes esquecem o real significado pelo qual são contratados. Tenho muitos amigos nesta profissão, fui representante comercial no passado por mais de 7 anos e até hoje a responsabilidade de vender faz parte do meu dia. Mas, por trabalhar com muitas empresas em projetos comerciais, percebo que os representantes em geral estão deixando uma grande lacuna na sua prestação de serviços, fazendo com que muitas detentoras de marcas e gerentes comerciais se questionem se este é realmente o modelo ideal para apresentar a sua proposta ao mercado. Eu continuo defendendo os representantes, mas noto que muito poucos profissionais estão buscando melhorar a sua prestação de serviço. Isso faz com que a imagem geral da categoria não seja tão favorável. Na balança, existem mais pessoas com baixa capacitação de lidar com propostas de marca e com as exigências do mercado de hoje do que os profissionais gabaritados, que fazem o trabalho que deve ser feito, que são aguardados ansiosamente pelos donos de loja, que realmente fazem a diferença em campo.

Este check list está condicionado nas premissas abaixo:

– O representante possui uma única marca (ou uma que seja a mais importante de todas, que dedique mais de 80% do seu tempo)

– O representante entende que sua missão como profissional é posicionar as marcas dos clientes nas lojas adequadas, com a exposição ideal para a proposta da marca, no preço e volume certos. Portanto, seu trabalho é muito mais do que vender.

– O representante possui notebook (e tem um sistema de digitação de pedidos), bloco de anotações e celular.

– Possui uma praça com potencial suficiente para negócios, atendendo entre 40 e 80 clientes (compradores)

– O representante atende por show room em hotéis (algumas vezes) ou em visitas pessoais as lojas. Neste check list, estou apontando apenas a venda pessoal.

– O representante não possui secretária, nem prepostos que tenha que administrar. Trabalha sozinho.

– Este check list está apresentando como exemplo um vendedor de uma marca de calçados.

 

 

Dias 01 e 02 – Sábado e Domingo

(    ) Finalizar toda e qualquer digitação de pedidos e/ou transferência de arquivos que ainda não foi efetuada na semana

(    ) Avaliar as necessidades de roupas e dinheiro para a viagem. Deixar mala pronta e dinheiro em pelo menos dois lugares diferentes, para caso de perdas ou roubos. Aconselhável acompanhar por um site o clima que irá enfrentar na rota.

(    ) Avaliar se na rota não existem cidades que ainda podem ser exploradas. Verificar todos os agendamentos feitos na semana anterior. Também avaliar todos aqueles clientes importantes, que mesmo que não tenham agendado, você irá passar para avaliar a(s) loja(s) e tentar uma conversa com o comprador sobre negócios.

(    ) Para os clientes já agendados, emitir relatórios e estudar os últimos pedidos e o comportamento de compra do comprador. Avalie no seu diário os assuntos que o comprador mais comentou, o que ele valoriza nos produtos (as perguntas mais frequentes que faz) e os hobbies e temas que curte conversar. É esperado que o representante tenha estes registros informatizados, mas se não possuir, no mínimo deve ter um sistema escrito, com boa classificação.

(    ) Se for realizar show room na rota, confirmar com o hotel as instalações e necessidades especiais que contratou. Verifique o dia de entrada e saída reservada com o hotel.

(    ) Arrumar o mostruário para estar perfeito, completo e em condições ideais de demonstração

(    ) Pesquise na Internet as notícias das principais cidades de sua rota e faça uma rápida leitura para atualização.

 

Dias 03, 04, 05 e 06 – Segunda a quinta

(    ) Se optou em sair na segunda, saia muito cedo para que as 8 horas já esteja na cidade aguardando o seu primeiro contato. Se for uma viagem longa, prefira sair no domingo e já dormir na cidade destino.

(    ) Sempre que chegar em um cliente, vá primeiro na loja e pergunte a equipe de vendas como está o desempenho da sua marca, dos concorrentes principais, do movimento do comércio e veja se tem problemas de qualidade ou devolução a serem resolvidos. Seja pro-ativo neste sentido. Informações úteis para a fase de negociação.

(    ) Ao visitar as lojas antes de se apresentar ao comprador, avalie a exposição dos seus produtos e dos concorrentes, bem como os preços e condições de pagamento praticadas na loja. Estas informações serão úteis para a fase de negociação.

(    ) Ao entrar em uma sala de compras, você deve saber de cabeça todo o histórico do cliente. O melhor a fazer é, em 5 minutos antes do horário, você ter tempo de ler os relatórios emitidos e anotações separadas do cliente. Grave bem a sua meta no cliente. Você deve se preocupar em ter e manter uma boa participação da loja do cliente. Negocie com isso em mente.

(    ) Durante estes 4 dias você irá atender clientes agendados individualmente. Preze pela pontualidade. Chegue cedo para conseguir estacionar em local seguro e próximo. Carregue as malas devagar para não ficar suado e com uma má apresentação pessoal.

(    ) Para os casos que o lojista permitir que você monte a sua apresentação de coleção em espaço adequado para a compra, utilize elementos de visual merchandising ou de tendências (peles, placas de cores, revistas, fotos, painéis, etc), para criar um ambiente mais atrativo para a sua exposição de produtos.

(    ) Sua atenção deve ser para a venda. Se o seu sistema de digitação de pedidos não for rápido ou não lhe ajudar a ser rápido, prefira escrever em um bloco enquanto fica com o comprador compondo o melhor pedido possível. Olho no olho e contato podem fazer a diferença. Você deve auxiliar a venda e não ficar apenas anotando o que ele lhe compra. Você deve ter condição de vender e argumentar. Mas se o seu sistema lhe ajudar a fazer isso, utilize-o ao máximo, pois é menos um tempo do dia que você ganha para outras coisas, sem a necessidade de “passar a limpo” os pedidos.

(    ) Ao final, pergunte ao comprador o que mais a sua marca pode fazer para aumentar os negócios com a loja. O que não puder resolver, anote e diga que irás encaminhar ao setor responsável e assumirá a responsabilidade de retornar a ligação com a resposta.

(    ) Se possuir um kit especial ou um produto promocional, apresente ao final, como complemento de venda

(    ) Se vender bolsas e acessórios como carteiras e cintos, apresente sempre junto com os calçados, nunca ao final. A sua chance diminui muito de vender um bom número de itens se apresentar somente ao final. Crie e apresente as famílias.

(    ) Tenha sempre livros e revistas que você possa ler e que contribuam com seu aprendizado. Um representante tem muito tempo de espera. Desta forma, não deve ficar “papeando” a toa ou lendo revista Caras velha. Deve aproveitar e trocar idéias de mercado com outros representantes, fugindo da panelinha das fofocas, e/ou se instruindo.

(    ) Lembre-se de entrar nas cidades descobertas buscando abrir clientes e de “aparecer” nos clientes importantes, mesmo que não agendados. Aproveite e preste um serviço nas lojas-cliente.

(    ) Nas noites, no hotel, digite e transfira os pedidos e atualize os seus registros sobre as lojas e compradores já atendidos.

 

Dia 07 – Sexta

(    ) Neste dia, você deverá se preocupar em iniciar os agendamentos da próxima semana. Qualquer minuto do dia serve para uma ligação. Vá montando a sua agenda da próxima semana e finalize no sábado pela manhã, pois muitos compradores ainda atendem neste dia.

(    ) Aproveite ao máximo o dia para prospecções e agendamentos

(    ) Retorne para casa com calma. O importante é chegar. Coloque no carro uma boa música ou um e-book para ir aproveitando o tempo para atualização e aprimoramento.

(    ) Tenha sempre em mãos um voice recorder (um gravador portátil de voz) para deixar no carro para registro de idéias enquanto dirige.

 

Pessoal, como disse, é um modelo para iniciar. Se tiverem mais sugestões podem sugerir nos comentários deste post e vamos incrementando.

 

Alguns outros artigos que escrevi sobre vendas:

– O check list do gerente de vendas

– O check list do gerente de vendas – em viagem

– Elefantes, condutores e as mudanças que temos que fazer na vida

 Sou gerente comercial, e agora?

 Representantes comerciais, um alerta: vendam; mas de forma correta!

 Deixem os vendedores vender!

 

Espero que tenha sido uma leitura útil e agradável.

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Principais fontes consultadas para este artigo:

• Minhas experiências pessoais e profissionais

• Um olhar atento de consultor e analista de mercado

O check list do representante comercial

Como contratar uma equipe de alta performance

“Eis o mistério da fé”, já dizem os padres cristãos. Mas em vendas, nem tanto. Não sei por quantas empresas já prestei serviços em implantação de programas de gestão comercial e pesquisas mercadológicas com ênfase na melhoria da performance da equipe, mas noto que algumas coisas se repetem em todas as empresas, e isso é algo que certamente está comprometendo a performance do negócio. Então, antes de contratar mais pessoas para vender para vocês, vamos resolver os pontos abaixo, sendo eles:

Equipes de vendas de alta performance precisam de gerentes fortes, líderes. É aquele gerente que gosta de gente, gosta de negociar, é ético, apresenta valores elevados e busca sempre equalizar a proposta para ser o melhor negócio para cada cliente.

Equipes de alta performance são acompanhadas de perto por um staff disciplinado a executar uma rotina de avaliação de performance, auxílio a vendas e inteligência de mercado.

Times comerciais de grandes resultados devem ser constantemente treinados. Encontros presenciais (o ideal é 4 vezes ao ano), atividades a serem realizadas a cada quinzena (estas atividades devem ser enviadas a base, tabuladas e retornadas a todos novamente com novas orientações), leituras e fóruns online semanais e acompanhamentos com dicas do gerente e da equipe de staff diariamente. Equipes de vendedores de alta performance de empresas de TI, por exemplo, são treinados durante 18 meses (incluindo o período onde acompanham os melhores vendedores já da equipe).

– Se a empresa tem produtos bons, adequados preços para a proposta, entrega em dia e na qualidade prometida e mesmo assim o representante não bate meta há 2 ou 3 estações, não adianta insistir. Liberte a pessoa para outra proposta, pois a sua ele não consegue vender.

Equipes comerciais de alta performance possuem metas claras e estratégias definidas do que deve ser feito. Tudo isso bem claro em um plano de vendas, onde está detalhado o orçamento, o marketing promocional, os prêmios e gincanas que serão disparados, a estratégia de distribuição, etc.

– Saiba que seu tempo deve ser concentrado no resultado e não no processo. Mantenha o foco nisso e estará ajudando os seus vendedores a melhorarem a performance.

 

Sabendo disso, eis as dicas para preencher os espaços que ficarão em aberto após a sua “faxinada” no time (ou em casos de começar do zero uma nova equipe)

– O mais importante, não tenha pressa. Muitas vezes nós gostamos de uma pessoa na primeira entrevista, na segunda achamos alguns problemas e na terceira não suportamos a pessoa. Mas o detalhe é que você deve participar destas entrevistas e não fazer uma e outras pessoas fazerem outras. Saiba que errar na montagem da equipe de vendas custa muito caro, pois a praça fica “confusa”, sem identidade, com tantas trocas do responsável pelo atendimento comercial em campo, prejudicando a imagem da marca.

– Você deve verificar o que o representante pensa sobre a vida, sucesso, dinheiro, metas, performance, sobre a sua empresa e sobre os seus produtos. Peça para ele contar a história de sua vida em detalhes. Ênfase nas dificuldades, nas vitórias, nas conquistas e nos aprendizados. Muitas vezes identificamos crenças que podem limitar o desempenho pessoal do profissional em seleção.

– Testes psicológicos (ou testes de seleção que atenda a este fim) aliados ao perfil do cargo devem ser aplicados.

– Você deve ter uma ficha de toda a descrição do cargo, contendo as micro-atividades que deverão ser desempenhadas. Não é simples como você pode estar pensando – “Vendedor tem que vender e ponto”. Existem muitas outras habilidades, competências e conhecimentos que devem ser avaliados, tais como os conhecimentos de informática (digitarão os pedidos em algum sistema específico?), o português (em grande parte, muitos representantes não se comunicam bem na linguagem escrita cometendo erros gravíssimos de ortografia), vitrinismo, marca e sua importância, negociação, matemática financeira, entre outros aspectos específicos de cada proposta de marca. Teste com veemência estas habilidades, competências e conhecimentos. Explique em detalhes o que o profissional irá fazer no dia a dia e teste as rotinas, vendo se ele teoricamente irá se adequar. Explique de forma completa o trabalho a ser feito.

– Dê ao vendedor o número que se busca e veja se ele está acostumado com a sua grandeza. Se ele nunca desempenhou neste nível de performance e mostra sinais de dúvida ou fraqueza, melhor não contratar.

– Lembre-se que você não tem que convencer a pessoa. Ela deve desejar trabalhar com você ao final do processo.

– Indicações e referências são importantes. Muitas vezes, é bom averiguar nas primeira entrevista qual a carteira de clientes que o representante já trabalha. Até a segunda entrevista, os principais clientes dele devem ser entrevistados e a sua performance, comportamento e histórico averiguado. Pergunte ao final se o lojista indica o candidato como um excelente profissional de vendas e se ele tem algo mais a comentar (essa parte final é muito importante). Não tome mais do que 5 minutos nesta conversa com cada lojista.

– O ideal é que a performance do vendedor seja testada. Na terceira entrevista, quando o candidato estiver mais a vontade e confiante de ter chegado nesta etapa, monte uma venda simulada e veja como ele reage a argumentos contrários e objeções. Apesar de ser simulação, algumas coisas podem ser descobertas. Veja na prática o conhecimento de visual merchandising, se exigido para o cargo, habilidade de negociação, postura, persistência, etc.

– Todas as recomendações gerais sobre uma seleção independente do cargo devem ser obedecidas, tais como: verificar a pontualidade do candidato, avaliar a linguagem falada e a corporal, passa confiança e seriedade (vendedor precisa transpirar isso), como está vestido (avalie os detalhes, como anéis, pulseiras, sapatos, colares, etc) e o conhecimento inicial que tem sobre o seu segmento e sua marca (se não dominar teoricamente estes assuntos, pelo menos o que é público, desconfie, pois esta sondagem é atividade diária de um bom vendedor), entre outros aspectos gerais.

 

Alguns outros artigos que escrevi sobre vendas:

O check list do gerente de vendas

O check list do gerente de vendas – em viagem

Elefantes, condutores e as mudanças que temos que fazer na vida

Sou gerente comercial, e agora?

Representantes comerciais, um alerta: vendam; mas de forma correta!

Deixem os vendedores vender!

 

 

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Fontes bibliograficas consultadas para este post:

– Vídeo de treinamento da American Seminars – Gerente de Vendas: Como administrar, motivar e gerenciar sua equipe de vendas

Formação de equipe de vendas, da Biblioteca SEBRAE

– Minhas experiências pessoais e profissionais

– Um olhar atento do mercado

Como contratar uma equipe de alta performance

O check list do gerente de vendas

Muito trabalho. Este é o resumo de um gerente comercial hoje em dia. Metas crescentes e muitas vezes insaciáveis. Um dia você é uma estrela e no próximo você pode ser o pior funcionário que já passou pela empresa. Tudo depende das vendas do dia. A profissão de gerente comercial não é para qualquer pessoa. É o que considero o mais próximo possível de um técnico de futebol (que é uma das profissões de grande pressão por resultado, que existe hoje em dia). Você ganha 3 jogos na seqüência e vira ídolo. Você perde ou empata as próximas três partidas e poderá ficar sem o emprego. Tudo é uma questão de meritocracia de curtíssimo prazo. Para ser gerente comercial hoje em dia, você tem que ter uma série de competências presentes e bem desenvolvidas. Mas além das competências, você tem que ter método de gestão. E nas pesquisas e serviços de consultoria que presto a meus clientes, é neste ponto, na metodologia de gestão, que os gerentes mais pecam.

Desta forma, reuni abaixo um simples check list para orientar o gerente a construir o seu próprio método, mas sem esquecer o que é realmente crítico para o dia a dia. Evidentemente que este check list deve sofrer alterações e adaptações associadas a cultura e realidade de cada empresa. Mas arrisco iniciar um genérico. Vou começar por uma semana na vida do gerente, quando este fica na base, ou seja, no escritório. Em meu próximo post vou falar do check list do gerente quando estiver em campo, ou seja, face a face com os clientes, junto com o respectivo representante.

Pressupostos / considerações do check list e de uma boa gestão comercial:

• No mínimo seus vendedores têm metas semanais (podendo ser diárias em alguns segmentos e mercados)

• Sua semana encerra no domingo, portanto, inicia na segunda

• Se você possui vendedores, entenda da mesma forma que representantes na nomenclatura abaixo utilizada.

• Existe um planejamento de vendas por cliente (pelo menos para os principais deve existir)

• O gerente deve possuir uma lista de 50 clientes que ele administra (proporção para uma carteira de 1.000 clientes ativos), que formam os clientes especiais. Evidente que esta administração é paralela ao trabalho do representante.

• Existe um sistema informatizado de vendas onde os representantes digitam seus pedidos, normalmente no final do dia.

• O gerente de vendas viaja para alguma praça de sua responsabilidade e fica a semana inteira, a cada 15 dias. Nos demais dias, fica na base.

 

1. Sugestão de check list semanal para gerentes na base:

• Dia 01 – Segunda-feira

o ( ) Verificar o fechamento de vendas totais da semana passada X meta da semana

o ( ) Verificar o fechamento de vendas totais por representante X meta da semana

o ( ) Identificar os representantes com baixa performance e ligar para ver o que aconteceu, solicitando em detalhes o plano de ação para a semana, visando o cumprimento da próxima meta e a recuperação da semana anterior (se for o caso)

o ( ) Identificar os melhores vendedores e ligar para eles para elogiar o desempenho e pedir uma renovação do compromisso para esta semana. Solicitar uma meta superior ao que lançado para ele se o mercado estiver aquecido na região do representante.

o ( ) Ao ligar para todos os representantes, verificar com eles o que aconteceu com o plano de atendimento da semana passada. Clientes com compras menores do que o planejado, destacar para um contato posterior. Clientes que não quiseram atender também destacar.

o ( ) Ligar para todos os representantes e verificar o plano semanal de atendimentos. Este plano deve ser anotado pelo gerente ou solicitado que enviem por e-mail (verificar legislação e práticas adotadas na empresa)

• Dia 02 – Terça-feira

o ( ) Inicie ligando para os clientes que não atenderam a sua equipe na semana passada. Veja se o motivo apresentado pelo representante bate com o motivo apresentado agora pelo cliente. Busque no dia reverter pelo menos 5 clientes para atendimento esta semana, principalmente se estiverem na sua lista de principais clientes.

o ( ) Se identificar problemas, trate de arranjar uma solução definitiva ou amenizadora e responda ao cliente neste mesmo dia.

o ( ) Examine os pedidos dos clientes com vendas menores do que o planejado e avalie oportunidades que passou pelo representante (ou que este não teve força de vender). Registre para cada cliente quais as oportunidades.

o ( ) Ligue para os cliente com vendas menores do que o planejado e tente reforçar o pedido. Para isso, faça o possível, como enviar fotos dos produtos e, eventualmente, alguma condição especial se atingir determinado volume de vendas. Sua meta é levar estes clientes a atingirem a cota planejada.

o ( ) Ligue para os representantes que não conseguiram atendimento com alguns clientes da semana passada e avise da nova agenda ou de eventuais problemas que devem ser corrigidos (ou que já foram corrigidos). Regule o discurso da equipe e peça que sejam persuasivos.

o ( ) Verifique no final do dia a entrada de pedidos. Ligue para seus 5 melhores vendedores e faça algo para os motivar.

 

• Dia 03 – Quarta-feira

o ( ) Hoje a sua missão é fazer com que os 30% dos seus piores representantes vendam pelo menos 20% mais do que a semana anterior, até o fechamento desta semana. Entre em contato com eles e estabeleça planos individuais para cada representante.

o ( ) Verifique a entrada de pedidos e fale com alguns representantes de regiões de vendas que possam estar em dificuldades, e que a tendência das vendas acumuladas apontam para o não-cumprimento da cota, desde que não estejam já entre o grupo dos 30% dos piores representantes (missão semanal, em andamento)

o ( ) Trabalhe o resto do dia para solucionar problemas que estão impedindo sua equipe de vendas de ter melhores resultados.

o ( ) Elabore junto com a equipe de marketing alguma promoção / ação para lançar na próxima semana, enquanto você estiver viajando para alguma praça. Daí todos terão uma missão única a cumprir.

o ( ) Veja quais serão os próximos clientes que seus melhores representantes irão atender e ligue para eles, apenas para afirmar o quanto são importantes para a sua empresa. Pergunte se pode fazer algo por eles, para incrementar os resultados da empresa deles. Atue neste sentido.

 

• Dia 04 – Quinta-feira

o ( ) Verifique como anda a sua missão semanal dos 30%. Atue na motivação e no alinhamento dos planos.

o ( ) Examine a entrada de pedidos dos seus melhores representantes e elenque de 3 a 5 produtos-chaves para eles incentivarem hoje e nos próximos dias desta semana. Produtos que sejam estratégicos para a empresa, com boa margem ou que estejam sendo anunciados, devem ser priorizados nesta ação.

o ( ) Atue com os melhores representantes o resto do dia visando um aumento das potenciais vendas.
• Dia 05 – Sexta-feira

o ( ) Verifique como anda a sua missão semanal. Atue na motivação e no alinhamento dos planos.

o ( ) Faça as contas e veja o quanto falta para fechar a semana. Ligue para quem precisar e puxe na responsabilidade. Fique nesta atividade até o final do dia, eliminando eventuais problemas que a equipe esteja enfrentando no face a face com o cliente. Sua missão é: resolver o problema, limpar o terreno e aumentar as vendas sobre o que cada cliente que está em atendimento com um representante já vinha comprando.

o ( ) Determine as regiões de vendas que mais precisam de seu apoio para que se convertam vendas. Faça o seu roteiro e avise a equipe comercial de suas visitas na próxima semana.

o ( ) Ligar para a equipe comercial e lançar a campanha da próxima semana. Relembrar metas individuais.

 

• Dia 06 – Sábado

o ( ) Se a sua equipe continuar em campo, ligue para motivá-los.

 

Pessoal, como disse, é um modelo para iniciar. Se tiverem mais sugestões podem sugerir nos comentários deste post e vamos incrementando.

 

Espero que tenha sido uma leitura útil e agradável .

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Gustavo Campos

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Principais fontes consultadas para este artigo:

• Minhas experiências pessoais e profissionais

• Um olhar atento de consultor e analista de mercado

 

O check list do gerente de vendas

Sou gerente comercial, e agora?

Dica de gestão 129 de 300: Sou gerente comercial, e agora?

Sou gerente, e agora? Este é um título de um livro antigo, de 2004, de Alvaro Amorim Gonçalves. Peguei emprestado seu título pois ele resume tudo o que quero detalhar neste post. Em mais de 15 anos de consultoria comercial, já devo ter trabalhado com mais de 40 gerentes comerciais diferentes. Como fui representante comercial há muitos anos atrás e hoje gerencio minha equipe de analistas de mercado na FOCAL Pesquisas, já estive dos dois lados. Com esta experiência acumulada, reuni aqui algumas dicas para quando você fizer esta pergunta mentalmente para você mesmo, e desejar obter algumas respostas. Então vamos aos conselhos (a ordem dos tópicos não significa nenhuma prioridade de ação):

1. Alinhe a expectativa: Converse com o seu superior direto e conheça todas as expectativas que ele espera de você. Neste momento, conheça em detalhes as metas da empresa para os próximos períodos. Entenda também como você será medido. Somente pelo faturamento? Pela rentabilidade? Pela venda do maior mix? Por abertura de clientes? Por inadimplência? Por pesquisa de satisfação com clientes?

2. Entenda o passado: Se conseguir, descubra o que não deu certo com os gerentes anteriores. Não pergunte apenas para os seus superiores (mas é importante perguntar para eles), mas também questione os seus atuais pares que antes trabalharam com o antigo gerente e os subordinados. Entender isso e relacionar com a cultura empresarial é fundamental para a sua permanência no cargo.

3. Entenda o que guia o presente: Importante também, mais ainda caso você não venha do quadro atual da empresa, conhecer um pouco sobre a cultura do local. Como pensam? O que valorizam? Como agem? Como decidem? Não adianta chegar de fora e dizer que tudo o que estava sendo feito está errado. Alguma coisa estava sendo feita certa. Mas também, existem momentos na história e no contexto de certas marcas que desejam mesmo uma ruptura com a cultura local.

VEJA MAIS 10 DICAS VALIOSAS QUE LISTEI. Continue reading “Sou gerente comercial, e agora?”

Sou gerente comercial, e agora?

A dúvida que nos paralisa

Dica de Gestão 122 de 300: A dúvida que nos paralisa

O que determina as nossas escolhas? Há mais de 20 anos atrás os professores Eldar Shafir e Amos Tversky, da Universidade de Pinceton, realizaram uma ampla pesquisa de mercado sobre o comportamento das pessoas na hora de tomar decisões. Queriam saber até que ponto a incerteza diante de uma situação poderia alterar o comportamento das pessoas. O teste era o seguinte:

 

Todos os jovens dos últimos anos foram apresentados ao teste. As provas finais foram feitas e faltam 3 dias para se saber os resultados. Se passar, irá para a Universidade. Se rodar, repetirá o ano. Mas enquanto aguarda os 3 dias, foi apresentado a todos uma tentadora proposta. Existe uma excursão a praia sendo organizada. O pacote com tudo incluído é uma barbada. Esta é uma viagem dos sonhos e você tem o dinheiro disponível, mas as vagas são muito limitadas. Mas tem um problema: você ainda não sabe o resultado das provas. Diante disso abriu-se 3 opções: pagar para ir na excursão sem mesmo saber os resultados, desistir de ir ou pagar U$ 50,00 extras para assegurar a sua vaga até você saber os resultados das provas e daí decidir.

Então os pesquisadores fizeram o teste, separando em dois grupos, A e B, para nosso entendimento. Para o grupo A, foi dito que TODOS passaram, adiantando o resultado dos exames. Para o grupo B foi dito que TODOS rodaram. Desta forma, 57% do grupo A e 54% do grupo B decidiram ir na excursão. É possível dizer que o resultado dos exames não interferiu a decisão de ir ou não na excursão, pois em média 55% decidiu por ir, independente do grupo.

O curioso vem agora. Para um terceiro grupo formado, vamos chamar de C, não foi dito o resultado dos exames, mas foram dadas as mesmas 3 opções. Desta vez, a indecisão sobre o resultado da prova fez toda a diferença, ou seja, 61% dos estudantes optaram por pagar os R$ U$50,00 até saberem do seu resultado. Comparando os 3 grupos, neste cenário de variáveis controláveis pelos pesquisadores, a conclusão é uma só: a indecisão, a dúvida, nos paralisa.

Agora pense na sua empresa. A sua oferta coloca os potenciais consumidores em dúvida do que fazer? Será que damos muitas opções e confundimos a sua decisão? E o discurso das equipes de vendas, com muitas tabelas de preços e condições comerciais? Ajuda ou prejudica? Pense um pouco, retire a indecisão da frente e veja suas vendas aumentarem.

Por fim, peço a gentileza de responderem a nossa enquete de uma única questão, onde você pode escolher até 3 opções? É só clicar:  Das ações abaixo, o que você gostaria que o Pensador Mercadológico realizasse em 2011?

Espero que tenha sido uma leitura útil  e agradável :)  .
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A dúvida que nos paralisa

Representantes comerciais, um alerta: Vendam; mas da forma correta!

Dica de Gestão 118 de 300: Representantes comerciais, um alerta: Vendam; mas da forma correta!

Este post é dirigido aos representantes comerciais (é melhor vocês lerem com atenção, pois sua profissão está em extinção)
De um ex-representante comercial e hoje vendedor de idéias e consultor

Lembro a todos que fui representante comercial por muitos anos e tive um relativo sucesso. O que sei hoje e ensino as equipes comerciais, me fariam um super-representante na época, se tivesse este conhecimento. Mas este post é para você que vive hoje de vendas. Ou pelo menos tenta. No final deste post, talvez você saiba que não foi talhado para esta profissão. Você pedirá demissão. E fará um bem enorme para você, para a categoria e para a empresa que erroneamente lhe contratou. Mas se no final desta leitura, você achar que deve melhorar, pouco ou muito, mas percebendo que o que escrevi tem sentido para a categoria, você é um vendedor. Talvez ainda um vendedor com raízes no passado, um representante comercial que está mais próximo dos caixeiros-viajantes do que de um moderno profissional de vendas, que todas as empresas esperam encontrar pronto e não irão encontrar. Um vendedor hoje em dia é alguém que além de ter uma cultura geral, uma especialização em um nicho, uma habilidade grande em negociação, tem muito mais coisa do que uma carinha feliz e um bom papo (aquele papo de pescador e outras “coisitas” mais). Pessoal, me desculpe pelo tom do post, mas é para ser uma cutucada mesmo. Tem muito vendedor dormindo e prejudicando a imagem de todos no mercado. Eu não gosto quando dizem que a classe dos representantes está em extinção e defendo a “categoria”, mas no fundo eu sinto que muitos, a maior parte, não estão preparados para a necessária “virada de mesa” das atribuições desta profissão. Eu digo que até mesmo a lei do representante está desatualizada frente ao que vou escrever na sequência. O meu receio é de não conseguir avisar a todos da categoria a tempo, e quando a empresa fizer a virada de mesa, muitos ficarão sem cadeiras para sentar. Sobrarão. Viverão do passado ou do que acumularam. Ou passarão necessidades.

Faço muitas pesquisas de mercado com compradores, de muitas lojas multimarcas do Brasil. Poucos sinalizam um vendedor de referência, o melhor vendedor de todos os tempos. E isso é ruim. Não há destaque na profissão pois todos estão congelados em um tempo que não existe mais. Se você pensa que seu trabalho é vender. Está errado. Se pensa que seu trabalho é abrir mercado. Está errado. Se pensa que seu trabalho é vencer a concorrência ou representar uma marca. Está muito mais errado. Arrisco a dizer que quase tudo o que você acha que sabe sobre o trabalho de um vendedor, está errado. Hoje vejo industrias ou gestores de marca conduzindo suas marcas pelo mercado pelos motivos errados (ex.: exportação está ruim, vamos tirar da gaveta aquela “marquinha” nossa). Gerentes comerciais sisudos, parecendo sargentos, auditores, fiscais da receita federal, tenente do BOPE ou qualquer outra profissão que tenha como preconceito ser durão, não mostrar os dentes e ser direto ao que interessa, ou seja, fazer os outros fazerem vendas / darem resultados a qualquer custo. E vejo representantes tentando vender o máximo que podem, mas da maneira errada. Os 3 papéis deste jogo estão errados. Gestores de marca, gerentes e representantes, engatados e compromissados pelo ideal errado. Não é a toa que independente da categoria, quando pergunto em pesquisas de mercado que faço no Brasil, quais as marcas que as lojas compram e colocam a vender, os compradores me dizem centenas de marcas no total. As líderes do setor, detém ainda fatias pequenas do mercado. Certamente no mercado esportivo existam marcas líderes melhor colocadas, mas no mercado de calçados infantil, feminino e masculino, as participações das líderes do mercado ainda é coisa de criança brincando de construir castelo de areia na praia. As marcas brasileiras são muito frágeis. Possuem equipes comerciais frágeis. Possuem sistemas de gestão frágeis. E quase sempre não possuem uma estratégia e um plano tático decente.

Você, representante, deve começar a mudar rapidamente. A mudança tem que começar por você. Se não o fizer, eu já sei o que irá acontecer, pois já auxiliei muitas outras marcas a fazerem este processo. Você terá o seu contrato rescindido e irão lhe propor um cargo de vendedor CLT (ou não irão lhe propor nada, pois só se faz promessas para os bons), com um fixo de 2 salários mínimos nacionais e 1 ou 2 por cento de comissão. Um carro, um notebook, um telefone e você irá para rua para continuar vender, só que agora seguindo severas orientações, rotas comerciais, índices de performance, etc. Parabéns, você ganhou de brinde um gerente “bufante” de nuca para sempre. Bom proveito. Achou ruim? Então você deve mudar muito rápido. Não espere que as empresas lhe mostrem o caminho e lhe dêem muita orientação neste momento. Elas querem resultados rápidos e é você quem deve entregar ou será o próximo da fila, da sua região. A mudança tem que ser iniciada e gerenciada por você.

Mas o que devo fazer tão rápido assim, você deve estar se perguntando. Você deve saber posicionar uma marca no mercado. Esta é a resposta mais sintética que poderia lhe dar. Seu novo papel é o de um Agente de Posicionamento de Marca. Para fazer isso bem, muitas coisas devem ser feitas. E até hoje eu não conheci, da minha lista de excelentes vendedores, um que faça tudo isso. Mas deveriam. Então, lá vai a lista, pelo menos o início da mudança você encontrará aqui. Se você achar que faz isso muito bem, escreva um comentário para mim, pois gostaria de conhecê-lo.

Você deve saber muito do que está vendendo, a ponto de contar histórias de como as coleções (seus produtos) foram firmadas. Sobre quais fundamentos elas foram confeccionadas e sobre quais pontos de diferenciação? Você deverá ser capaz de contar esta história para uma criança de 5 anos e ela ficar com 100% de atenção em você.

– Você deve treinar em casa a ordem de abertura e demonstração dos produtos, para cada tipo de canal de vendas (sapataria popular, sapataria especializada, magazines, boutiques, boutiques mistas, etc, para pegar um segmento de lojas como exemplo). De maneira nenhuma todos os produtos devem ser mostrados a todos (pelo menos é válido para a maior parte das marcas). A coleção deve ser boa e grande o suficiente para cobrir uma boa relação de mix de produtos X canais de venda. Esta abertura deve ser ensaiada a ponto de se transformar em um show, uma performance sua para esta coleção.

– Do histórico de compra ao que os concorrentes estão vendendo hoje na loja do cliente, você deve ser o que mais tem domínio desta informação. Saiba que os compradores de lojas estão hoje comprometidos com a venda dos produtos, pois recebem também comissão de venda pela performance (pelo menos é válido para as redes de lojas e setores mais organizados). Para realizar isso os compradores estudam muito e controlam índices de performance. Eles ficam apenas com as marcas vencedoras. Você irá fazer coisas novas e ajudar o seu comprador a vender mais e melhor ou ele irá lhe olhar com carinho um dia e lhe dizer que não irá mais comprar de você. “Quem sabe na próxima estação!” ele dirá. E isso é o sinal para o “nunca mais vou lhe comprar algo pois você comprometeu o meu bônus”.

A sua meta deve ser um percentual de participação da loja. Não é vender o máximo ou o que o comprador quiser. Esta conquista deve ser gradual, entregando resultados sempre e crescentes. A cada contato com o comprador você deve lembrá-los destes resultados. A participação da loja você conquista no varejo controlando o giro de produtos (isso eu não ensinarei neste post. Estude por conta para não perder tempo). Mas fica a dica: Além do giro, você deve controlar o volume que você tem do negócio (a participação) e o markup que sua proposta realiza. São 3 indicadores críticos para o varejo que você vendedor deve dominar, ter maestria: giro, participação e markup. Ou seja, eu preciso de um bom volume de produtos que vendam rápido e deixem uma boa margem. É isso, simples assim e nada mais. Tentem não enfeitar demais o pavão.


– Se deu problema, independente da culpa de um ou de outro, você deve se fazer presente e resolver. São nestes momentos que se geram os maiores índices de fidelidade. Deixe eu repetir com outras palavras. Quando der problema, sorria, pois neste momento a fidelidade irá se construir ou se desintegrar.  Obviamente que estou falando de propostas de marcas sérias, onde o problema é a exceção e não a regra. Se conviver com problemas é a regra então o problema é interno e deve ser totalmente sanado pelo gestor da marca. Não importa que você trabalha com este ou aquele produto, que é de moda, que é de alto risco, etc. Quer entrar e ficar no jogo, faça bem. Voltando para o representante, para a maior parte dos que conheço, quando a casa começa a cair cada vez mais o representante fica inacessível. E daí o problema aumenta e a fidelidade desmorona.

– Mesmo para coleções rápidas, como o mercado de moda, que lança uma coleção a cada 30 ou 45 dias, você deve ter uma carteira de vendas possível de cobrir 100% a cada coleção. Antes de vender a outra coleção, você deve voltar nos seus principais clientes (em torno de 30%, os maiores, mais estratégicos, os de maior potencial, etc, e a regra é de acordo com a estratégia adotada pela empresa) e ajudá-los a vender. Ficar de 2 a 3 horas por cliente, de segunda a sábado. Mesmo que o cliente lhe peça reposição, você não irá vender. Você voltará na próxima semana com novidades e venderá muito mais para ele. Mas se vender a reposição ele irá esperar para receber primeiro. Muito mais do que uma grade de reposição que corre o risco de encalhar a qualquer momento, você venderá mais e de produtos novos. No mercado de moda, se vendeu rápido, ótimo. Acabou. Não se repõem. Se inventa outra coisa, mesmo que com traços inspirados em sucessos anteriores, mas é algo novo.

Você deve arrumar a exposição dos produtos e/ou orientar as equipes de loja a fazerem isso. Isso é outro conhecimento que você deverá adquirir. Existem regras, conceitos e práticas que deverão ser seguidos. Você deverá envolver no processo o gerente de loja e se possível o dono da loja. Somente assim o ajuste que fizer irá permanecer mais do que 15 minutos depois de você sair pela porta. Lembre que este trabalho lhe beneficia. Uma exposição adequada do produto defende o seu preço, valoriza os diferenciais do produto, “isola” da concorrência (blinda a marca) e faz com que se venda mais rápido. Isso é bom para você e para o comprador da loja.

Ajude o seu gerente e sua empresa. Grande parte dos gerentes comerciais não sabe fazer uma boa gestão de suas equipes. Isso é sentido e os representantes não acham que o gerente contribui para o processo. Pior ainda quando acham que ele prejudica. Mas se o seu gerente tiver boa intenção e alguma prática para iniciar o jogo, peça que ele lhe ajude, que visite a sua praça, seus principais clientes e valorize o tempo dele quando estiver com você. Apresente-o aos seus clientes e o elogie, o valorize. Dê as informações que o gerente precisa para lhe ajudar. Combine com ele os objetivos que você tem nesta ou naquela loja e peça que lhe ajude a cumprir. Juntando forças será mais fácil cumprir a meta e se destacar. O gerente precisa hoje de uma boa equipe de vendas e muitos empregados e famílias dependem do trabalho de você vendedor. Você e seu trabalho são mais importantes do que voce pode ter imaginado.

– Caso tenha mais de uma representação, saiba que isso ainda é por pouco tempo. Cada vez mais as marcas querem que você tenha apenas uma  marca. Mas enquanto isso não acontece, responsabilize-se por  cumprir as metas de cada marca que carrega. Seja honesto com as empresas. Se pegar mais de uma marca assuma o compromisso ou não pegue a mala.

Saiba onde vender e onde não vender. Isso é uma das tarefas mais complicadas da venda. E garanto que isso irá definir o seu sucesso de longo prazo. Cuide bem da relação produtos X canal e da relação Clientes X habitantes por município. Não pulverize a proposta.

Enfim, são apenas algumas atividades deste novo trabalho de representação comercial. Comece a fazer pelo menos estas, imediatamente e some ao que já o destaca. Você precisa de resultados melhores e somente fazendo coisas diferentes é que irá alcançar. Mãos a obra.
Posts relacionados sobre este tema, caso queira se aprofundar:

(Re)significando Vendas
Multimarcas X Monomarcas X Profissionais de Vendas
Deixem os vendedores vender

Abaixo algumas dicas de posts que escrevi especificamente sobre o tema posicionamento de marcas (assunto que um Agente de Posicionamento de Marcas deve dominar):

Técnicas de posicionamento para marcas de moda no mercado brasileiro – parte 1

O posicionamento de marcas no segmento calçadista brasileiro

Técnicas de posicionamento para marcas de moda no mercado brasileiro – parte 2

Espero que tenha sido uma leitura útil  e agradável.
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Representantes comerciais, um alerta: Vendam; mas da forma correta!

Deixem os vendedores vender!

DICA DE GESTÃO 117 DE 300: Deixem os vendedores vender!

Este post é dirigido aos gerentes comerciais e donos de marcas. (E é melhor vocês estarem sentados)

De um ex-representante-comercial e de um vendedor de idéias e consultor.

Isso é um desabafo, um apelo, um grito de despertar e um convite a reflexão. O que faz as empresas pensarem que elas podem através de rígidos controles, pressão (muitas vezes uma perseguição), processos de exposição pública de resultados obtidos (os rankings) e outras sistemáticas, fazerem os vendedores venderem mais? Nos últimos meses participei de muitas convenções de vendas e em algumas ainda vejo uma triste cena. A empresa gasta (neste caso não deve ser lançado como investimento mesmo) em trazer todos os representantes comerciais e/ou vendedores para uma convenção, muitas vezes paga tudo mesmo, para que eles fiquem durante 2 ou 3 dias sendo cobrados, inqueridos sobre desempenhos não-satisfatórios e muitas vezes expostos perante seus colegas. Ao final a equipe está em frangalhos, desanimada, alguns depressivos. Fisiologicamente eu percebo aqueles vendedores com um sorriso forçado tentando encontrar a sua auto-estima perdida na última sessão de palestras com o gerente comercial que teve a habilidade de desmontar a moral de sua equipe. Em muitos deles, o silêncio é a melhor resposta, pois para quem vai contra, é visto como subversivo e quando isso ocorre a pressão aumenta. Será um gasto inteligente fazer com que durante uma convenção de vendas passemos estudando o passado e fazendo com que os nossos vendedores se expliquem e nós, através de análises e gráficos consigamos mostrar a eles que todos são profissionais medíocres, que se contentam com pouco e que não sabem que existem resultados muito melhores esperando por eles. Será que nossa equipe de vendas é tão desqualificada a ponto de não saber que se venderem mais vão ganhar mais? Será que temos que dizer isso para eles? Será que é um pensamento sadio achar que os vendedores não querem vender, simples assim? Ou será que isso é um reflexo, uma imagem, uma consequência?

Gerente: cara feia não ajuda a vender. Quem sabe sorria mais?

Primeiro aprendizado: Seus vendedores querem vender. Se não venderam ainda é por que você, dono da marca ou gerente comercial, não fez o que devia fazer. Hoje em dia falam que o mercado está concorrido. Mas em muitos segmentos está concorrido de gente ruim. Tem muita marca no campo só ocupando espaço mas sem brilho nenhum. Use o tempo de uma convenção para falar do futuro, para motivar sua equipe, para planejar novos resultados e para orientá-los no caminho de como irão alcançar o que possuem como meta. Veja que ter uma meta é diferente de saber como alcançá-la?

Leia mais, clicando abaixo, mas se for gerente comercial e não gostou do que leu até aqui, é melhor parar.

Continue reading “Deixem os vendedores vender!”

Deixem os vendedores vender!

Por que os caminhões de bombeiros estão sempre limpos?

Apagar incêndios é uma expressão corporativa bastante comum em todas as esferas. Desde a alta direção até as atividades mais operacionais. Todo mundo algum dia, já correu para eliminar algum foco de fogo no negócio. Mas o pior ocorre quando grande parte do tempo passa a ser despendido nessa correria. As atividades urgentes consomem toda a energia e nada sobra para as atividades importantes. É o começo do fim da estratégia e de qualquer possibilidade daquela empresa tornar-se superior. O trivial vira crítico e o negócio acaba em mais um no mercado. E as empresas que não tem incêndios? Existem dois caminhos prováveis.

O primeiro é o do comprometimento estratégico. Da mesma forma que os problemas geram ação, a estratégia e sua execução devem gerá-la. Constantemente existe o desafio de colocá-la em Continue reading “Por que os caminhões de bombeiros estão sempre limpos?”

Por que os caminhões de bombeiros estão sempre limpos?